Guedes diz ter sido sondado para ministro de Dilma, mas petista nega
Publicado em: 04/06/2019 às 20:04 | Atualizado em: 04/06/2019 às 20:04
O ministro da Economia, Paulo Guedes (foto), disse, nesta terça-feira (04), que foi procurado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para ser ministro da Fazenda no governo dela, mas não disse porquê não aceitou.
Deputado do PT nega ter havido a sondagem, de acordo com as informações publicadas no O Antagonista.
Guedes seria substituto do então ministro Joaquim Levy, hoje presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do governo Jair Bolsonaro (PSL).
Guedes afirmou que não esperava que a presidente sofresse um impeachment, embora acreditasse que o governo acabaria “muito mal”.
“Quando ela [Dilma Rousseff] me sondou para o lugar do [Joaquim] Levy, eu disse para ela: ‘A senhora tem de fazer uma reforma já. Se não fizer, a inflação vai subir e o desemprego vai aumentar. Seis meses depois o desemprego subiu de 8% para 13%’”, contou o ministro.
“Eu não imaginei que ela [Dilma] fosse sofrer um impeachment. Eu imaginei que o Brasil estaria como está a Argentina hoje, com 30% de inflação”, acrescentou.
Bate-boca
Segundo a reportagem do site Metrópoles, após mencionar o governo Dilma, Guedes se envolveu em mais um embate com parlamentares na Câmara dos Deputados.
Com menos de duas horas de audiência pública, o economista não quis responder ao comentário da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), que atacou a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo Bolsonaro ao Parlamento.
“Eu não vou responder, porque você não me perguntou nada. Só anotei aqui ‘insanidade’”, disse.
Começou então um conflito entre a bancada da oposição com o bloco governista e o titular da pasta da Economia, que chegou a falar que a parlamentar era do PT, prossegue a publicação do Metrópoles.
“Desculpa, eu confundi. Mas nunca pensei que falar PT fosse pior que insanidade”, retrucou.
Guedes foi convocado para comparecer à audiência da Comissão de Finanças e Tributação, que elaborou a agenda com a união de outras duas comissões: a da Educação e a da Seguridade Social.
PT nega sondagem
De acordo com o Antagonista, assim que Paulo Guedes disse, em audiência na Câmara, que teria sido sondado por Dilma Rousseff, em 2015, para ser ministro da Fazenda, o líder do PT, Paulo Pimenta, ligou para a ex-presidente.
“Ela disse que não o convidou para nada. Na época, ela conversou com vários economistas, com Joaquim Levy, Luiz Gonzaga Beluzzo, Luiz Carlos Trabuco e com ele. Foi o Jaques Wagner quem intermediou essas conversas. Mas ela nunca sondou o Guedes para ser ministro. Disse que isso deve ser mania de grandeza dele, imaginando que uma conversa seria um convite”.
Foto: Câmara dos Deputados
