Influenciadora ganhava 30% do que seus seguidores perdiam nas bets
Ação afirma que a influenciadora incentivou seguidores, durante a Copa do Mundo de 2026, sem identificar claramente o conteúdo como publicidade
Publicado em: 10/07/2026 às 18:13 | Atualizado em: 10/07/2026 às 19:00
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca, acusando ambos de adotar estratégias de publicidade capazes de induzir consumidores ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis.
Segundo a ação, Virginia teria participado de um modelo de captação de apostadores no qual poderia receber comissão de até 30% sobre as perdas dos usuários que realizassem apostas por meio de sua divulgação.
O MP afirma que a influenciadora incentivou seguidores, durante a Copa do Mundo de 2026, a apostar em uma partida entre Argentina e Cabo Verde, sem identificar claramente o conteúdo como publicidade.
O órgão também sustenta que a Blaze utilizou campanhas com influenciadores e celebridades para ampliar o alcance da plataforma, prática que, segundo a investigação, favoreceria a maximização das apostas em detrimento da proteção do consumidor.
Na ação, o MPDFT pede a condenação solidária da Blaze e de Virginia ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
A investigação teve início após denúncias de consumidores sobre bloqueio de contas, retenção de valores e dificuldades para realizar saques. Um relatório técnico também reuniu mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.
Em nota, a Blaze informou que ainda não foi formalmente intimada, afirmou atuar em conformidade com a legislação brasileira e disse que prestará os esclarecimentos às autoridades quando for notificada.
Já a defesa de Virginia nega qualquer conduta irregular e afirma que responderá às alegações no processo.
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Foto: Agência Brasil
