O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi absolvido, nesta quinta-feira (12), no processo em que era acusado de obstrução à Justiça envolvendo a Operação Lava Jato.

A sentença do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal no Distrito Federal, refere-se a um suposto esquema para a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró.

A absolvição ocorre exatamente um ano após a sentença do juiz Sérgio Moro que condenou Lula na Lava Jato no caso do tríplex, publica o UOL.

A conclusão que levou o juiz Ricardo Leite a absolver os réus foi que “o áudio captado não constitui prova válida para ensejar qualquer decreto condenatório”.

Além de Lula, também eram réus e foram absolvidos o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio, o banqueiro André Esteves, Edson Siqueira de Ribeiro Filho, ex-advogado de Cerveró, além do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, junto com seu filho, Maurício Bumlai.

Em nota, de acordo com o G1, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que o juiz agiu de maneira imparcial ao descartar a acusação com base somente em delação premiada e que o mesmo entendimento deveria ser usado no caso do triplex do Guarujá, em que o ex-presidente foi condenado.

 

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