Movimentos sociais contrários ao governo voltaram às ruas, nesta quinta-feira (30), para repetir a pauta do último dia 15, quando protestaram o contingenciamento de verbas do orçamento da educação.

Os manifestantes chamam o contingenciamento (bloqueio provisório) de corte.

Até o meio da tarde, ao menos 64 cidades de 19 estados e Distrito Federal estavam com suas ruas principais ocupadas por manifestantes, segundo dados do portal G1.

Este é o segundo dia de protestos pelo país contra os cortes anunciados pelo governo federal para o setor, e acrescentaram a reforma da Previdência.

De acordo com o G1, os atos seguiram pacíficos por toda a manhã, mas houve confusão no início da tarde em Brasília.

Durante um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes, a polícia usou spray de pimenta contra um grupo e um homem foi detido.

Os primeiros atos pela educação no governo de Jair Bolsonaro ocorreram em 15 de maio.

Nesta quinta-feira, parte dos manifestantes também protestava contra a reforma da Previdência.

No último domingo (26), em uma onda de protestos que ganhou força após os primeiros atos pela educação, manifestantes foram às ruas em defesa de Jair Bolsonaro.

Por volta de 13h daquele dia, segundo as informações do G1, 52 municípios de 12 estados e no Distrito Federal estavam tendo manifestações.

Nesta terça, no mesmo horário, havia 55 cidades de 18 estados e no DF com atos.

Leia mais: 

 

Educação sofreu bloqueio superior a R$ 25 bilhões nos últimos 5 anos

 

Em Brasília (foto), os manifestantes começaram a se reunir por volta das 10h na praça do Museu Nacional da República.

Além da pauta da educação, eles protestavam a reforma da Previdência e contra as medidas do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A Esplanada dos Ministérios chegou a ficar bloqueada por volta de 12h15, enquanto os manifestantes caminhavam no sentido Praça dos Três Poderes.

Durante o trajeto, houve um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes.

A corporação usou spray de pimenta contra o grupo, e um homem foi detido.

 

Entenda os cortes na educação

– Em decreto de março que bloqueou R$ 29 bilhões do Orçamento 2019, o governo federal contingenciou R$ 5,8 bilhões da educação

– Desse valor, R$ 1,704 bilhão recai sobre o ensino superior federal

– Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado

– Os cortes e a suspensão motivaram os protestos de 15 de maio

– Após os atos, o governo disse que liberaria mais recursos para a educação, mas manteve o corte já anunciado em março

– Nesta quinta, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou que o governo reveja os bloqueios

Leia mais G1

 

Foto: José Cruz/ABr