Mauro Cid pede desligamento do Exército em meio a julgamento no STF
Segundo sua defesa, Cid “não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”.
Da redação do BNC Amazonas
Publicado em: 02/09/2025 às 15:38 | Atualizado em: 02/09/2025 às 15:40
O tenente-coronel Mauro Cid, delator e réu no caso da trama golpista, solicitou sua saída do Exército. A informação foi revelada por sua defesa nesta segunda-feira (2), durante o primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o advogado Jair Alves Ferreira, o pedido de baixa foi apresentado há cerca de um mês e ainda não teve decisão. Segundo ele, Cid “não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”.
Conforme publicação do g1, a defesa de Cid foi a primeira a se manifestar no plenário, já que o militar é o principal delator do caso. Ao longo da sessão, também devem se pronunciar os advogados de outros sete réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cid afirmou a interlocutores ter vivido um “processo traumático” ao fechar o acordo de colaboração premiada, que atingiu não apenas Bolsonaro, mas também generais de alta patente, como Walter Braga Netto — preso sob acusação de tentar interferir nas investigações — e antigos colegas de farda.
Durante as alegações finais, os advogados ressaltaram que a delação trouxe “alto custo pessoal” ao militar, que passou a ser isolado e tratado como traidor dentro da instituição. Apesar disso, a defesa enfatizou que as informações fornecidas por Cid foram fundamentais para revelar aspectos centrais da trama golpista investigada pelo STF.
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Foto: Ton Molina
