MEC amplia oferta do Enem com foco em ciência, tecnologia e engenharia

O objetivo, segundo o ministro Camilo Santana, é alinhar o Brasil às demandas do “novo mundo do trabalho”

MEC amplia oferta do Enem com foco em ciência, tecnologia e engenharia

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 07/10/2025 às 15:37 | Atualizado em: 07/10/2025 às 15:41

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta terça-feira (7), em Brasília, a criação de cinco mil novas vagas no próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em cursos de universidades e institutos federais voltados às áreas de STEM — sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O objetivo, segundo o ministro, é alinhar o Brasil às demandas do “novo mundo do trabalho”, marcado pelo avanço das novas tecnologias e da inteligência artificial.

“O mundo inteiro discute o novo mundo do trabalho, as novas tecnologias, a inteligência artificial. As universidades estão oferecendo, agora, um novo programa de STEM, com novos cursos nas áreas de biotecnologia, engenharia, robótica e inteligência artificial. Então, vamos ofertar no novo Enem novos cursos nas nossas universidades, conectados com esse novo mundo da tecnologia, da inovação e da ciência”, declarou Santana.

O anúncio foi feito durante a abertura da primeira edição do Festival Internacional sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Indústria – Curicaca, realizada no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Arena BRB).

Além da ampliação das vagas, o ministro também revelou o lançamento de um edital voltado ao fortalecimento dos núcleos de inovação tecnológica nas universidades.

O programa prevê recursos públicos para capacitação e aceleração de projetos, com foco em aproximar ciência, empresas e sociedade.

“A meta é criar três milhões de novas matrículas de ensino técnico profissionalizante no país para essa juventude brasileira, para chegarmos ao nível de países desenvolvidos no mundo inteiro”, afirmou o ministro.

Assim, com as medidas, o Ministério da Educação pretende fortalecer a formação técnica e científica no Brasil, aproximando o ensino das exigências tecnológicas e de inovação que definem o mercado de trabalho global.

Sem especificar valores, portanto, o ministro também citou investimentos na ampliação e consolidação dos institutos federais, incluindo a construção de 104 novos institutos e 270 novos restaurantes estudantis.

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Foto: divulgação