Mobilização de leitores de site fura censura de big techs por documentário crítico
"Vai pra Argentina, carajo!", produção do ICL, vai ser assistida por mais de 100 mil pessoas
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/10/2025 às 14:52 | Atualizado em: 08/10/2025 às 14:52
Apesar da censura imposta por plataformas como Meta e Google, o documentário “Vai pra Argentina, carajo!”, do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), alcançou mais de 100 mil inscrições para a estreia marcada para quinta-feira (9 de outubro). A produção critica as políticas econômicas e sociais do presidente argentino Javier Milei.
O bloqueio das Big Techs limitou o alcance das campanhas de divulgação. Os anúncios foram rejeitados sob a justificativa de tratar-se de “propaganda política”, embora o ICL tenha classificado o material como entretenimento.
No Instagram, a empresa informou que o conteúdo abordava “temas sociais, eleições ou política”.
“O que está acontecendo com a gente é um absurdo e mostra como tem lado as Big Techs, como existe um projeto político por trás delas. Não é à toa que todos os caras das Big Techs estão ao lado de Donald Trump. É projeto político sim e é colado à extrema-direita sim”, afirmou o fundador do ICL, Eduardo Moreira.
Moreira lembrou que outros documentários do instituto, como o sobre Cuba, não sofreram restrições semelhantes.
A mobilização orgânica garantiu o sucesso do lançamento. De acordo com Moreira, mais de 15 mil pessoas baixaram o trailer e o divulgaram em suas próprias redes, o que impulsionou o interesse pelo filme mesmo sem o apoio das plataformas.
Sobre o documentário
Dirigido por Juliana Baroni e Fabián Restivo, o documentário denuncia o “mito do milagre” de Milei.
A obra expõe os efeitos das políticas de austeridade, como demissões em massa, cortes em programas sociais e aumento da pobreza, retratando uma Argentina em colapso sob a promessa neoliberal de prosperidade.
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Foto: Reprodução/Youtube
