Moraes anula sindicância do CFM criada por aliado de Bolsonaro

Movimento para abrir sindicância contra a PF foi manobrado por José Hiran Gallo, alinhado politicamente ao ex-presidente.

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Publicado em: 07/01/2026 às 18:42 | Atualizado em: 07/01/2026 às 18:42

A decisão do ministro Alexandre de Moraes interrompe uma ofensiva administrativa do Conselho Federal de Medicina (CFM), que havia acionado o CRM-DF para apurar se a Polícia Federal (PF) falhou ao prestar assistência médica ao ex-presidente. Segundo Moraes, o conselho agiu com “ilegalidade e ausência de competência”, configurando um claro desvio de finalidade.

O movimento do CFM foi motivado por “denúncias formais” e “inquietação da sociedade” sobre a garantia de assistência múltipla a Bolsonaro.

No entanto, o histórico de José Hiran Gallo é marcado pelo alinhamento político com o ex-mandatário; em 2018, Gallo publicou artigos celebrando a vitória de Bolsonaro e, durante a pandemia, defendeu a gestão federal contra críticas sobre a condução da crise sanitária.

Os argumentos do ministro

Moraes rebateu a tese de inércia da equipe médica da PF, ressaltando que:

Exames Corroboram Atendimento: os laudos realizados no Hospital DF Star nesta quarta-feira (7/1) não apontaram sequelas ou problemas decorrentes do incidente na cela.

Ignorância dos Fatos: o ministro afirmou que a determinação do CFM ignorou a realidade dos procedimentos adotados pela PF.

Consequências para a cúpula do CFM

Além de anular a investigação, Moraes impôs medidas severas ao comando do conselho:

Depoimento Obrigatório: o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, deverá depor à Polícia Federal em até dez dias para explicar a conduta do órgão e apurar eventual responsabilidade criminal.

Entrega de Laudos: o Hospital DF Star tem 24 horas para encaminhar oficialmente ao STF todos os exames e laudos do ex-presidente.

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Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF