Moro manda mais um ex-diretor da Petrobrás a cumprir pena de 11 anos
Publicado em: 31/10/2017 às 15:59 | Atualizado em: 31/10/2017 às 16:01
O juiz federal Sérgio Moro condenou, nesta terça-feira (31), o ex-gerente da Petrobrás Pedro Xavier Bastos (foto) a 11 anos e 10 meses de reclusão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato.
O ex-gerente foi preso no dia 25 de maio deste ano no Rio de Janeiro.
Atualmente, está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Bastos responde a uma ação ligada à 41ª fase da Operação Lava Jato.
Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber um total de US$ 4,8 milhões.
No entanto, ele nega parte das acusações e chegou a chorar diante do juiz, ao considerar a denúncia injusta.
“Não há, por outro lado, dúvidas acerca da caracterização da utilização de contas no exterior e em nome de estruturas corporativas para receber e movimentar propinas e da ocultação dessa conta das autoridades como condutas típicas da lavagem de dinheiro, das quais é inferível o dolo de ocultação e dissimulação”, pontuou o juiz na decisão.
O valor mínimo de reparação de danos fixado por Moro, devido à Petrobrás, é de US$ 4.865.000, correspondentes ao montante de vantagem indevida, de acordo com a denúncia.
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, em agosto deste ano, ele afirmou que recebeu US$ 700 mil a título de gratificações após a Petrobrás comprar um campo de petróleo em Benim, na África.
O advogado João Mestieri, que defende o ex-gerente, afirmou que vai se inteirar sobre o teor da sentença para definir a melhor maneira para recorrer da decisão.
Fonte: G1
Foto: Reprodução/Justiça Federal
