Pedida prisão preventiva de Ciro Gomes por não cessar ataques a mulher
“Há elementos concretos que demonstram que o réu continua praticando delitos contra a vítima”.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/09/2025 às 05:12 | Atualizado em: 08/09/2025 às 05:13
A Advocacia do Senado protocolou, na última quinta-feira (4), um pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro e ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT).
A solicitação está vinculada a uma ação penal eleitoral movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que acusa o político de praticar violência política de gênero contra a ex-senadora e atual prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT).
De acordo com o ICL Notícias, há indícios de que Ciro teria mantido condutas ofensivas mesmo após o recebimento da denúncia judicial.
“Há elementos concretos que demonstram que o réu continua praticando delitos contra a vítima”, afirma o pedido, citando publicações recentes em redes sociais.
A defesa da prefeita sustenta que a mera existência da ação penal não foi suficiente para conter os ataques.
“A simples existência da ação penal não foi suficiente para inibir o réu, que mantém sua conduta ofensiva contra a mulher. Não resta alternativa senão a adoção de medidas cautelares adequadas ou, se necessário, a decretação da prisão preventiva”, diz o texto.
Caso a Justiça não determine a prisão, a Advocacia do Senado sugere medidas restritivas alternativas, como:
- – proibição de contato direto ou indireto com a prefeita;
- – restrição de aproximação inferior a 500 metros;
- – proibição de novas ofensas à honra da vítima;
- – comparecimento periódico em juízo pelo prazo de 90 dias.
Ainda conforme a publicação, os advogados do Senado argumentam ainda que a reiteração das ofensas, mesmo após a citação judicial, demonstra risco à ordem pública.
“A conduta revela o periculum libertatis, justificando a custódia cautelar para preservar a ordem pública e garantir a aplicação da lei penal, evitando que o réu use sua influência para prolongar os ataques”, registra o pedido.
Nesse sentido, em nota, a prefeita Janaína Farias reafirmou que a postura de Ciro Gomes “caracteriza crime de violência política de gênero, pelo qual ele já foi condenado e é reincidente”.
Assim sendo, a petista disse confiar que a Justiça “atuará com celeridade e rigor, a fim de não alimentar a impunidade”.
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