A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, quer apenas mais 60 dias para descobrir quem é o “Glutão”, apelido dado por delatores da Lava Jato ao senador que supostamente teria recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.

Glutão é o único parlamentar de um grupo de cinco senadores que teriam recebido um pacote de R$ 8,5 milhões pela aprovação do projeto de resolução do Senado 72/2010, que limitou a concessão de benefícios fiscais pelos estados em portos a produtos importados.

A beneficiária seria a Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht.

O senador Eduardo Braga (MDB) foi o autor do substitutivo aprovado.

Os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Renan Calheiros (MDB-AL) e os ex-senadores Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e Gim Argello (sem partido-DF) foram identificados como receptadores da propina.

Falta, porém, identificar o Glutão.

Neste sábado, o portal G1, confirmou informação publicada no domingo, dia 6, pelo BNC Amazonas sobre o pedido feito pela procuradora.

 

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Caso é com o Supremo

Como essa solicitação chegou ao Supremo em meio ao recesso do Judiciário, segundo o G1, foi remetido à presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual cabe definir casos urgentes.

Ainda de acordo com o portal, a presidência do STF poderá analisar a prorrogação da apuração ou deixar a questão para o relator decidir em fevereiro.

Leia a reportagem do G1

 

Foto: Carlos Moura/SCO/STF