Pix transforma economia, bancariza e reforça segurança em 5 anos
Sistema é o meio de pagamento mais usado, movimenta trilhões, eleva a bancarização e implementa regras de segurança mais rígidas, preparando-se para a internacionalização.
Publicado em: 16/11/2025 às 12:40 | Atualizado em: 16/11/2025 às 12:40
O pix completa cinco anos como o meio de pagamento dominante no Brasil, com números que o consolidam como um fenômeno econômico e social. Cerca de 75% dos brasileiros estão cadastrados, totalizando mais de 161 milhões de pessoas físicas e mais de 901 milhões de chaves ativas.
Em outubro de 2025, o sistema movimentou mais de 7 bilhões de transações e um volume financeiro superior a R$ 3,3 trilhões — valor equivalente a aproximadamente um terço do PIB brasileiro de 2024.
Anualmente, o impacto é ainda maior: em 2024, o sistema movimentou cerca de R$ 26,3 trilhões, quase o dobro do PIB do país no mesmo período, segundo dados do Banco Central (BC).
Bancarização e Recordes
O sistema de pagamentos instantâneos teve um papel crucial no aumento da bancarização no Brasil, impulsionado durante a pandemia.
O número de pessoas com ao menos um relacionamento financeiro saltou de 177 milhões em outubro de 2020 para 204 milhões em novembro de 2025.
Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que um aumento de 1% na intensidade do uso do pix resulta em 0,77 novas contas a cada mil adultos.
O pix continua a bater recordes: em setembro de 2025 atingiu 290 milhões de transações e movimentou R$ 164,8 bilhões em apenas 24 horas.
Segurança e novas medidas do BC
A segurança é o principal desafio enfrentado pelo pix. O Banco Central tem dedicado energia para preservar a reputação do arranjo, considerando a confiabilidade como seu “bem mais valioso”, conforme afirmou o diretor Renato Gomes.
O BC implementou medidas como:
Exigência de Coincidência: as informações do titular de uma chave-pix devem agora coincidir com o cadastro na Receita Federal.
Limite para não autorizadas: foi definido um limite de R$ 15 mil para transações via pix em instituições financeiras não autorizadas pelo BC (ou que utilizam infraestrutura terceirizada, os PSTIs).
Os novos limites de R$ 15 mil buscam prevenir que instituições não autorizadas atuem como “bancos paralelos” para lavagem de dinheiro, um risco que veio à tona após a Operação Carbono Oculto.
Para a maioria dos usuários de bancos tradicionais ou fintechs já autorizadas, o limite por operação não mudará. O BC também trabalha para definir “fundada suspeita de fraude” de forma mais objetiva.
Funcionalidades e Futuro Internacional
Ao longo dos anos, o BC tem adicionado diversas funcionalidades para expandir o uso do pix, incluindo:
Pix Cobrança e Pix Automático
Pix por aproximação e Pix Agendado
Pix Saque e Pix Troco
Pix e Open Finance
Pix Parcelado e Botão de contestação (MED)
Para o futuro, a internacionalização do pix é uma prioridade. O Banco Central apoia soluções do mercado para replicar o sistema em pagamentos internacionais e espera a integração do pix com outros sistemas de pagamento globais nos próximos anos.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
