A Polícia Federal deflagrou nova operação contra Fernando Pimentel (PT). O ex-governador de Minas Gerais voltou a ser alvo de investigações nesta segunda-feira, dia 12, na Operação Monograma, que tem como objetivo investigar indícios de lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.

A Justiça eleitoral de Minas autorizou policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Pimentel.

Ele administrou o estado entre 2015 e 2018. A Operação Monograma é um desdobramento da Operação Acrônimo, deflagrada em 2015.

Segundo a PF, os indícios de crimes eleitorais foram identificados a partir da análise dos documentos recolhidos durante a 2ª e a 9ª fase da Operação Acrônimo, corroboradas por posteriores acordos de delação premiada.

As investigações apontam que empresas de consultoria foram contratadas para permitir fraudes na prestação de contas do candidato. Essas organizações recebiam por serviços que não realizavam e emitiam notas fiscais fraudadas.

Ainda de acordo com a PF, o valor desviado supera R$ 3 milhões.

Os fatos já investigados no âmbito da Operação Acrônimo levaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) a apresentar quatro denúncias contra Pimentel.

Em março deste ano, o ex-governador tornou-se réu em uma ação penal, por suspeita de lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Em nota, o advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, afirmou “estranhar” a ação policial. “O nome [de operação] é novo, mas a operação é velha”, criticou o defensor, garantindo que seu cliente vem colaborando com a Justiça a fim de que os fatos sejam esclarecidos.

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Fonte: Agência Brasil

 

Foto: Agência Brasil/José Cruz