O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, é um dos dez presos na operação Fantoche, desencadeada nesta terça-feira, dia 19, pela Polícia Federal para investigar esquema de corrupção envolvendo contratos entre empresas ligadas a uma mesma família, o Ministério do Turismo e o sistema S no valor total de R$ 400 milhões.

Segundo a Polícia Federal, a maior parte dos contratos tratava da execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados ou que não foram concluídos, com recursos desviados por meio de empresas de fachada.

“A atuação do grupo consistia na utilização de entidades de direito privado, sem fins lucrativos, para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S” afirma nota da polícia.

Robson Andrade foi preso no início da manhã em São Paulo. Ele assumiu a presidência da CNI em 2010 e foi reeleito em 2014 e 2018. Seu atual mandato vai até 2022.

 

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Entidades na mira

A Fantoche mira, ainda, o Instituto Origami, Aliança Comunicação e Cultura, Idea Locação de Estruturas e Iluminação, Somar Intermediação e Negócios e Ateliê Produções Artísticas.

A CNI controla o Sistema S, que inclui o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac) e mais cinco entidades S.

O presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, também é alvo de mandado de prisão.

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Foto: Jane de Araújo/Agência Senado (reprodução do Congresso em Foco)