Professores, estudantes e trabalhadores da educação participaram desde as primeiras horas da manhã de manifestações em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica. Mas lá estavam representantes de partidos de esquerda com o PCdoB e PCO (Partido da Causa Operária) e mensagens pedindo “Lula, Livre” e contra a reforma da Previdência. O Uol acompanhou as manifestações.

É o primeiro protesto nacional do governo Bolsonaro, que reagiu duramente lá dos Estados Unidos.

Segundo o Uol, os maiores protestos começaram à tarde em São Paulo, em Curitiba e no Rio.

Os atos reuniram pessoas de idades diversas, com crianças, jovens e idosos contra os cortes na educação.

A Polícia Militar, que acompanhou os atos em São Paulo, Rio e Curitiba, não forneceu estimativa da quantidade de pessoas.

Na capital paulista, de acordo com o Uol, manifestantes se concentraram nas imediações do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e depois marcharam em direção à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), no Paraíso, onde chegaram por volta das 18h.

Grades e policiais isolaram o acesso das pessoas (na foto, a manifestação no Masp).

Um grupo de alunos da USP (Universidade de São Paulo) veio a pé desde a Cidade Universitária, que fica a quase 7 km da avenida Paulista.

Predominaram no ato os cartazes, muitas vezes improvisados, mas sempre com frases sarcásticas com declarações tanto do presidente Jair Bolsonaro quanto do ministro Abraham Weintraub (MEC).

Também foram levantadas algumas bandeiras e balões de centrais sindicais e sindicatos da área da educação, assim como de coletivos estudantis.

Símbolos de partidos de esquerda, como PCO e PCdoB, aparecem em menor número. Participantes também colaram adesivos contra a reforma da Previdência e outros estão com camisas e cartazes pedindo a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Ofensa ao presidente

Em um determinado momento, do meio de um grupo de estudantes da USP Leste, enquanto se aproximavam do Masp vindos da Consolação, alguns desde grupo começaram a gritar “Bolsonaro, vai tomar no c…”. Mas logo foram repreendidos pelos próprios colegas. “Não, aqui não vai ter isso”.

E continuaram com gritos de “Reage USP”, “Luta” e “Resiste”.
“Ô, Bolsonaro, seu fascistinha, os estudantes vão botar você na linha” e “Livro sim, arma não” foram outros gritos dos estudantes, que se sentaram na avenida Paulista em um trecho próximo ao Masp, pedindo a atenção das pessoas ao redor.

 

Rio de Janeiro

Centenas de manifestantes com guarda-chuvas e capa de chuva se concentraram, desde as 15h, em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio. Por volta das 16h45, eles saíram em direção à Estação Central. Placas como “Penso, logo reexisto” e algumas bandeiras de partidos de esquerda, como o PCdoB, estão presentes. Alguns políticos de partidos de esquerda também compareceram ao ato.

Panos de prato ironizando os ministros da Justiça, Sergio Moro, e da Economia, Paulo Guedes, são vendidos a R$ 10.

Veja outras manifestações no Uol.

 

Foto: Reuters/Amanda Perobelli/Agência Brasil