Ao passar o comando do Exército nesta sexta-feira, dia 11, o general Eduardo Villas Bôas fez um discurso emocionado, chorou, foi abraçado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e ao final, aplaudido de pé durante quase dez minutos.

Segundo o Blog da Denise Rothenburgh, do Correio Braziliense, Villas Bôas arrancou lágrimas de muitos ministros e de dezenas de pessoas na plateia.

“Foi aplaudido de pé por quase dez minutos, algo jamais visto nas trocas de comando”, escreveu ela.

Apesar de acometido de doença degenerativa, o velho general ainda não vai para o pijama. Bolsonaro quer tê-lo ao lado e por isso o nomeou para cargo no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que funciona no Palácio do Planalto.

“Seja bem-vindo amigo general Villas Bôas! É uma satisfação!”, disse Bolsonaro via rede social.

Em resposta, o militar postou também em rede social: “Gostaria de externar a minha felicidade por receber uma missão do presidente Jair Bolsonaro ao ser convidado para integrar o Gabinete de Segurança Institucional, no qual poderei continuar contribuindo para o desenvolvimento da nossa Pátria”.

Villas Bôas, além de uma carreira de grande contribuição para o país, muito querido na Amazônia por sua gestão no Comando Militar da Amazônia (CMA), quando defendeu as pautas de interesse da região, também carrega um fato político importante.

A ele é atribuída a estabilidade do país quando, como ministro do governo de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), não permitiu intromissão militar na discussão de problemas do país causados pela crise política.

 

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Quebra das amarras ideológicas

No discurso de despedida do comando do Exército, de forte conteúdo político, Villas Bôas disse que Bolsonaro “tirou o país da amarra ideológica que sequestrou o livre pensar”.

Dois detalhes entre Bolsonaro e Villas Bôas chamaram atenção na cerimônia de passagem de comando.

O primeiro diz respeito a uma conversa secreta que existe entre os dois.

 

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O segredo do grão-mestre

No seu discurso, Bolsonaro disse: “O que nós já conversamos morrerá entre nós. O senhor é um dos responsáveis por estar aqui. Muito obrigado, mais uma vez”.

O presidente foi agraciado como grão-mestre da Ordem do Mérito Militar do Exército. Essa honraria, a mais alta da força, é só para generais. Bolsonaro é capitão, mas agora é o comandante-em-chefe das Forças Armadas.

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Veja vídeo da última ordem do dia do comandante:

 

 

Foto: Válter Campanato/Agência Brasil