O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, reúne todas as condições possíveis para ser submetido a um vexame eleitoral histórico no Amazonas.

Para começar, o tucano não terá palanque, embora seu partido comande a maior cidade do Estado, Manaus.

O desprezo que Alckmin tratou a proposta do prefeito Arthur Vergílio Neto (PSDB) de realizar prévias na sigla para a escolha do candidato do partido à sucessão de 2018 deixou ressentimentos ainda não superados.

Na sexta-feira passada, dia 11, por exemplo, num gesto de provocação a Alckmin, Arthur entregou uma “chave de ouro” ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), que também está com candidatura posta ao Planalto.

Além desse quadro partidário adverso, politicamente, Alckmin, quando governador de São Paulo, disparou forte artilharia contra a Zona Franca de Manaus, galinha dos ovos de ouro dos amazonenses.

O político paulista fez isso ao ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionar a constitucionalidade dos incentivos fiscais do modelo de desenvolvimento do Amazonas.

O cenário político eleitoral do país também não lhe favorece. A enorme fragmentação de candidaturas, por causa da impopularidade do governo Temer (MDB), o deixa sem plano B para que tenha um palanque alternativo, já que a grande maioria dos partidos terá candidato próprio.

Além disso, o resultado histórico das eleições presidenciais não é favorável ao PSDB no Amazonas.

O próprio Geraldo Alckmin passou por vexame no Estado, quando disputou a Presidência em 2006.

Naquela ocasião, ele obteve apenas 12% dos votos dos amazonenses enquanto Lula atingia quase 80%.

Para o PSDB, o resultado não era novidade, porque na eleição anterior, José Serra havia sido derrotado para Lula, no Amazonas, pelo placar de 48% a 14%.

Em 2010, o PSDB experimentou derrota mais acachapante ainda no Amazonas, com José Serra, que recebeu menos de 10% dos votos dos eleitores do Estado naquela eleição, ficando com 8% nas urnas.

Na última eleição presidencial, o PSDB teve uma melhora com o PT em crise, mas, ainda assim, com Aécio Neves, perdeu a eleição para Dilma Rousseff, que ficou com 41,59% dos votos contra 33,55% dos tucanos.

Com toda essa conjuntura, é possível conjecturar nesse momento que o pior para o PSDB, no Amazonas, ainda está por vir.

 

Foto: BNC AMAZONAS