A ex-senadora Marina Silva (Rede-AC), pré-candidata à Presidência da República, foi alvo de notícias falsas (fake news), mas teve o amparo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar desgaste maior junto aos eleitores.

O ministro do TSE Sérgio Banhos determinou, nesta quinta-feira (7), a retirada do ar de notícias apontadas como falsas por Marina, publicou o G1.

Segundo o TSE, trata-se da primeira decisão no tribunal para combater as chamadas “fake news” envolvendo pré-candidatos na disputa de 2018.

No pedido, Marina Silva afirmou que o perfil no Facebook chamado “Partido Anti-PT” estaria publicando informações inverídicas para ofender a imagem dela.

Uma das matérias dizia que ela foi delatada na Lava Jato, outra que recebeu caixa dois, uma terceira que seria “recebedora de propina” e também uma que indicava ser beneficiária de repasses da Odebrecht.

Conforme a defesa dela, não existem provas de que ela esteja envolvida com irregularidades, não sendo ré e nem investigada na Lava Jato.

 

Defesa

Para os advogados, “as notícias falsas ofendem sua imagem política e têm potencial para atingir número crescente de eleitores”.

Eles apontaram abuso porque a liberdade de expressão não permite o anonimato e pediram liminar (decisão provisória) para retirada de URLs, identificação de quem criou o perfil e registros de acesso.

Na decisão, o ministro considerou que é importante garantir que o processo eleitoral corra de modo regular, ainda mais em tempos de mídias sociais, que ajudam a proliferar as informações.

Por isso, deu prazo de 48 horas para retirada das notícias do Facebook.

Ele também determinou que o Facebook informe dados do criador do perfil e dos administradores.

Sérgio Banhos destacou que o uso de notícias falsas é método antigo, mas que, com o avanço da tecnologia, pode prejudicar mais candidaturas.

 

Foto: Reprodução/Sérgio Lima/Poder360 – 2.dez.2017