A série “Pacto de Sangue”, inspirada na história de Wallace Souza, estreia dia 13 de agosto, às 22h30, no canal por assinatura Space.

Na trama, o ex-deputado estadual acusado de encomendar crimes e exibi-los em seu programa na TV,  é vivido pelo ator Guilherme Fontes.

Seu nome fictício é Silas Campello. Além do nome de Wallace, a capital onde as cenas se passam também foi trocada. Em vez de Manaus, Belém.

“Pacto de Sangue” vai mostrar a trajetória de um repórter de origem humilde, porém ambicioso, que se tornou uma das figuras públicas mais polêmicas e influentes da cidade.

A ascensão se deu graças ao seu programa de TV que apresentava reportagens de crimes hediondos,  capazes de chocar toda a sociedade com altos índices de audiência.

A produção traz cenas fortes de turismo sexual, tráfico de drogas, assassinatos e rituais espirituais.

Além de Fontes, o elenco de “Pacto de Sangue” traz Mel Lisboa, Fulvio Stefanini, Gracindo Jr e Paulo Miklos. A série conta com oito episódios de 45 minutos cada. Na estreia, o Space exibirá episódios duplos, sem intervalos comerciais.

Assista ao trailer.

Quem foi?

Wallace Souza ingressou na TV com o Canal Livre na TV Rio Negro (hoje Band Amazonas) em 1996. Em 1998 foi um fenômeno de votos e se elegeu deputado estadual. Depois fez de Carlos Souza, seu irmão, o vereador mais votado da história de Manaus, em 2010, e logo em seguida transformou Fausto Souza em deputado estadual.

Os três juntos se intitulavam “irmãos coragem”, por causa do programa policial de TV que desafiava bandidos da cidade, fazendo às vezes de Polícia.

Foi esse programa que rendeu alta audiência e votos para os irmãos Souza que os levou ao declínio e morte de Wallace, que foi acusado no fim de 2009 de tramar morte de bandidos para exibir o caso na televisão e aumentar sua audiência.

Depois dessa acusação, o ex-deputado foi expulso de seu partido político, o PP, cassado da ALE-AM, até morrer em julho de 2010 em decorrência de uma doença chamada ascite refratária, que se agravou depois de toda essa situação.

À época, a defesa de Wallace e familiares dele diziam que as acusações não tinham fundamento e que o deputado não havia morrido, mas assassinado pelo estado.