O presidente Michel Temer prepara-se para mais um mexida no tabuleiro que o salvará da denúncia formal de crime de corrupção passiva e eventual condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois de trocar dois deputados na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), Temer se articula para trocar outros parlamentares que votarão a favor dele.

De acordo com a o Blog de Cristiana Lobo, o governo diz estar certo da vitória na CCJ, na primeira etapa da votação da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), mas, para isso, ainda terá de fazer outras cinco substituições de integrantes de partidos aliados na comissão.

Esta foi a avaliação feita pelo próprio Temer e seus acompanhantes na viagem a Hamburgo, na Alemanha, onde participa de reunião do G-20.

Com estas mudanças e mais as duas já feitas, o governo acredita chegar ao placar de 39 dos 68 votos da comissão.

 

Irritado

Ao chegar a Hamburgo (na foto com a premiê Angela Merkel), Temer foi informado das declarações do presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, que vê crescente desgaste do governo e da ingovernabilidade de Temer.

Em entrevista, nesta quinta, 6, Jereissati disse que Rodrigo Maia (DEM-RJ), como presidente da Câmara, é quem assume por 180 dias em caso de afastamento de Temer e que ele tem as condições necessárias para fazer a transição no país.

Segundo o deputado Beto Mansur (PRB-SP), o presidente Temer ficou irritado com as declarações de Tasso.

“Caiu muito mal, até porque o PSDB tem quatro ministérios no governo. Se quer sair, então sai, pô”, disse Mansur. O chanceler Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB e que ontem divulgou vídeo em defesa de Temer, é tucano e o acompanha na viagem. Mansur fez críticas ao PSDB.

“O PSDB não tem problemas com o governo; o PSDB tem problemas com o PSDB” – disse ele, referindo-se à clara divisão interna do partido.

Fonte: Blog de Cristiana Lobo

 

Foto: Beto Barata/PR