COP-30: Wilson Lima assume compromisso com desenvolvimento sustentável

Governadores lançam a Estratégia Amazônia 2050 na COP-30 e Wilson Lima destaca metas para unir desenvolvimento, inclusão social e preservação ambiental.

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 13/11/2025 às 19:24 | Atualizado em: 13/11/2025 às 19:25

O governador Wilson Lima (União Brasil) participou do lançamento na COP-30 em Belém, no início da semana, da Estratégia Amazônia 2050 pela qual os estados da região apresentam uma visão conjunta para orientar o desenvolvimento sustentável nos próximos 25 anos.

O documento do Consórcio da Amazônia Legal, que reúne os governadores da região, teve o apoio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

A Estratégia Amazônia 2050 se estabelece como “instrumento central de convergência para orientar o planejamento territorial e a transição ecológica brasileira, fundamentado em ciência, inovação, tecnologia e cooperação federativa”.

Lima afirma que o documento é resultado de sete anos de trabalho que vai servir para orientar o desenvolvimento da região.

“Chegamos a um compilado de ideias que foram acrescentadas pelos secretários de várias áreas por meio de câmaras setoriais. O documento não serve apenas para nortear, mas para que o Brasil e o mundo entendam a realidade do que vivemos e pensamos para a realidade da Amazônia”, disse o governador.

O governador ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o posicionamento internacional da Amazônia.

“O mundo fala muito sobre a Amazônia, mas ainda tem uma visão distorcida sobre o que vivemos. Este documento mostra nossas prioridades e desafios, gerar emprego, renda e superar a pobreza sem abrir mão da floresta”, explica Wilson.

“O planejamento de longo prazo inclui políticas públicas, cooperação internacional e investimentos sustentáveis. Essa abordagem estratégica, que incorpora os diversos atores estaduais e locais, visa fazer da Amazônia o polo da transição ecológica brasileira e global, garantindo a legitimidade e a eficácia das ações em todo o território”, diz o Ipam.

“A Amazônia é muito grande: corresponde a cerca de 63% do território nacional e possui realidades distintas. Mas há agendas comuns que estamos tentando conciliar. Nesse contexto, estamos convergindo através de uma única plataforma que facilite quem deseja se conectar com a agenda do Consórcio da Amazônia Legal e com a região para facilitar o acesso à informação”, explica o governador do Pará, Helder Barbalho.

Produção

No documento, consta que  a Amazônia tem revelado novos vetores produtivos sustentáveis. Entre eles, destacam-se a agropecuária de base familiar, o manejo florestal comunitário, as cadeias da sociobiodiversidade e os serviços ecossistêmicos, todos alternativas concretas para uma economia verde.

Estados como Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins vêm implementando programas estruturantes de REDD+ jurisdicional e Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), gerando modelos que conciliam produção, conservação e inclusão social.

A ampliação dos investimentos federais em bioeconomia, biotecnologia e turismo de natureza reforça a possibilidade de diversificar a matriz produtiva regional, criando empregos verdes e agregando valor aos produtos amazônicos.

Eixos

A Estratégia Regional Amazônia 2050 está organizada em seis temas estratégicos: Integração Territorial, Sistemas Produtivos Sustentáveis, Soluções Baseadas na Natureza e Serviços Ecossistêmicos, Transição Energética, Inclusão Social e Resiliência.

“Trata-se de uma visão de longo prazo de desenvolvimento sustentável onde as diretrizes para a transformação econômica da Amazônia em um momento em que o desenvolvimento sustentável é importante, mas também o desenvolvimento socioeconômico das pessoas que vivem na região”, explica Gabriela Savian, diretora de Políticas Públicas do IPAM.

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Cada tema responde a dimensões centrais do desenvolvimento amazônico: território, economia, natureza, energia, inclusão e infraestrutura que, juntos, formam um sistema de ação que orienta a implementação da estratégia e a governança regional até 2050.

Foto: Consórcio Amazônia/divulgação