Alcolumbre remói frustração até no domingo e faz nota contra Lula
Presidente do Senado pressiona o Planalto e acelera a sabatina de Jorge Messias como resposta política.
Publicado em: 30/11/2025 às 17:08 | Atualizado em: 30/11/2025 às 17:09
Davi Alcolumbre decidiu escalar o confronto com o governo Lula. A nomeação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) virou munição política contra o Planalto. Em nota divulgada neste domingo (30), o amapaense acusou o Executivo de tentar distorcer a relação entre os Poderes.
Segundo o presidente do Senado, setores do governo tentam vender à sociedade que divergências se resolvem com “cargos e emendas”. Para ele, isso fere o Legislativo.
“É ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”, disse o senador, em tom de ataque direto.
O presidente do Senado, @davialcolumbre, divulgou nota, neste domingo (30), reafirmando as prerrogativas do Legislativo no processo de indicação ao STF. O presidente destacou que o cronograma da sabatina é definido pela Casa. Confira a íntegra: pic.twitter.com/QXgyVAmxQJ
— TV Senado (@tvsenado) November 30, 2025
O pivô da irritação não é a escolha em si, mas o timing. A indicação de Messias foi publicada no Diário Oficial da União, mas a mensagem formal não chegou ao Senado. Alcolumbre vê “interferência indevida” no calendário da Casa, que marcou a sabatina para 10 de dezembro.
Nos bastidores, a pressa é vista como retaliação. O senador trabalhava por outro nome: o presidente do Senado à época, Rodrigo Pacheco (PSD–MG). Lula decidiu por Messias sem consultá-lo, algo que Alcolumbre encarou como desafio à sua influência.
A leitura no Congresso é pragmática: controlar a pauta favorece o cacique do centrão. Com pouco tempo para articulação, Messias pode ter dificuldades para alcançar os 41 votos necessários no plenário.
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Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
