Professora da UEA é premiada por pesquisa sobre picadas de serpentes na Amazônia
Jacqueline Sachett recebe prêmio Para Mulheres na Ciência por estudo que avalia uso de laser para reduzir sequelas de envenenamentos por jararacas
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 26/12/2025 às 07:07 | Atualizado em: 26/12/2025 às 07:07
A professora Jacqueline Sachett, 46, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foi reconhecida com o prêmio Para Mulheres na Ciência, concedido pela L’Oréal em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Unesco.
A iniciativa oferece bolsas de R$ 50 mil para incentivar pesquisas lideradas por mulheres no país. A informação foi divulgada Folha de S.Paulo, na reportagem de Ana Botallo.
O projeto da pesquisadora investiga acidentes causados por animais peçonhentos, com foco nas jararacas (do gênero Bothrops), e avalia se a terapia a laser de baixa intensidade pode reduzir infecções e acelerar a recuperação do tecido no local da picada.
Segundo Jacqueline, mesmo com a eficácia do soro antiofídico, ainda há lacunas no tratamento das lesões locais provocadas pelo veneno.
Formada em enfermagem e natural de Conselheiro Lafaiete (MG), Jacqueline iniciou a carreira na assistência clínica, mas migrou para a pesquisa após o mestrado em nefrologia pela UFMG.
A mudança para o Amazonas, onde passou a atuar na Fundação de Medicina Tropical da UEA, foi decisiva para a escolha do novo campo de estudo, ligado a uma realidade frequente na região Norte.
Dados do Ministério da Saúde mostram que os acidentes com serpentes seguem elevados no Brasil, especialmente em estados como Pará e Minas Gerais.
Para a pesquisadora, o prêmio ajuda a dar visibilidade a um problema classificado pela Organização Mundial da Saúde como doença tropical negligenciada.
“Espero que isso contribua para ampliar o financiamento e o interesse por pesquisas que melhorem a qualidade de vida dos pacientes”, afirma.
Leia mais em Folha de S.Paulo.
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Foto: Érico Xavier/Fapeam
