Caso Master: influenciadores de aluguel começam a se explicar à PF
A PF investiga campanha de desinformação contra o Banco Central após influenciadores denunciarem propostas de agências ligadas ao Banco Master.
Publicado em: 04/02/2026 às 16:31 | Atualizado em: 04/02/2026 às 16:32
A Polícia Federal (PF) agendou para o dia 12 de fevereiro o depoimento de Rony Gabriel (PL), vereador de Erechim (RS). Ele será ouvido na Superintendência da PF em Porto Alegre, às 14h, na condição de testemunha. O inquérito investiga a suposta contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central em meio ao caso da liquidação do Banco Master.
Origem das denúncias
As investigações tiveram início após denúncias feitas pelo próprio vereador e pela jornalista Juliana Moreira Leite. Ambos são influenciadores com forte alcance nas redes sociais (1,7 milhão e 1,4 milhão de seguidores, respectivamente).
Segundo os relatos, representantes de agências de marketing digital teriam feito contatos no final de 2025 para que os perfis divulgassem informações questionando a liquidação extrajudicial do Master.
Detalhes da abordagem
De acordo com Rony Gabriel, o contato ocorreu em 20 de dezembro através de um representante da agência UNLTD Brasil. Os pontos principais da proposta incluíam:
Objetivo: “Gerenciamento de reputação e gestão de crise para um grande executivo” em uma “disputa política contra o sistema”.
Contexto: o representante afirmou tratar-se de um caso de repercussão nacional envolvendo figuras do “centrão e da esquerda”.
Confidencialidade: para avançar nos detalhes do contrato, o influenciador deveria assinar um termo de sigilo com multa prevista de R$ 800 mil.
“Projeto DV”: o nome da proposta no documento levantou suspeitas do vereador, que associa as iniciais ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Posicionamento das empresas
As empresas citadas se manifestaram sobre o caso:
UNLTD Brasil afirmou não possuir contrato com o Banco Master.
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Portal Group BR declarou atuar apenas na indicação de influenciadores para outra agência e negou que qualquer profissional de seu elenco tenha vínculo com o escopo investigado.
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Foto: divulgação
