PGR diz que esquema de propina de deputados do PL está “comprovado”

Acusação aponta cobrança de 25% sobre emendas destinadas a município do Maranhão.

Publicado em: 10/03/2026 às 10:32 | Atualizado em: 10/03/2026 às 10:34

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta terça-feira (10) que está comprovado o esquema de cobrança de propina envolvendo deputados federais do Partido Liberal (PL) na liberação de emendas parlamentares.

A manifestação foi feita durante julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na sustentação oral, o subprocurador-geral da República Paulo Vasconcelos Jacobina afirmou que os fatos ficaram demonstrados nas investigações.

“Com relação ao mérito dos fatos, estão devidamente comprovados. Entre 2019 e 2021, os acusados constituíram uma estrutura ordenada com divisão clara de tarefas voltada ao envio de emendas parlamentares a municípios com cobrança de propina de 25% dos valores repassados.”

Entre os réus (foto destaque) estão os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA) e João Bosco da Costa (PL-SE).

Segundo a denúncia, o grupo teria solicitado 25% de propina ao então prefeito de São José de Ribamar, José Eudes, para liberar R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares. O valor cobrado seria de cerca de R$ 1,6 milhão.

Além dos parlamentares, também respondem à ação penal Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

A investigação começou após notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito, que relatou cobranças e intimidações, mas negou ter participado de qualquer negociação irregular.

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Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Mário Agra/Câmara dos Deputados