Nikolas Ferreira chama de ‘aberração’ projeto que equipara misoginia ao racismo
Após aprovação unânime no Senado, deputado promete mobilização total para derrubar texto que prevê prisão sem fiança para crimes de ódio contra mulheres.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 25/03/2026 às 13:46 | Atualizado em: 25/03/2026 às 13:46
A temperatura política em Brasília subiu drasticamente nesta quarta-feira (25). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais para classificar como uma “aberração” o projeto de lei, recém-aprovado pelo Senado, que tipifica a misoginia como crime equivalente ao de racismo.
O parlamentar não apenas criticou o mérito da proposta, mas anunciou uma ofensiva imediata para barrar o texto na Câmara dos Deputados. Como informa o Estado de Minas.
O cerne da controvérsia
O projeto, que recebeu sinal verde unânime dos senadores na última terça-feira (24/03), busca alterar a Lei do Racismo para incluir a misoginia — definida como a conduta de ódio ou aversão às mulheres baseada na crença de supremacia masculina. Se aprovada na Câmara e sancionada, a nova legislação trará punições severas:
- Pena: reclusão de 2 a 5 anos.
- Multa: aplicada cumulativamente à prisão.
- Rigidez: o crime passa a ser inafiançável, seguindo o rito jurídico aplicado ao racismo no Brasil.
A reação de Nikolas Ferreira
Em uma publicação incisiva no X (antigo Twitter), o deputado mineiro não poupou palavras para demonstrar sua indignação com o avanço da matéria no Congresso.
“Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, declarou o parlamentar.
A fala de Nikolas sinaliza que a oposição deve articular uma resistência pesada nas comissões da Câmara, sob o argumento de que a proposta pode ferir a liberdade de expressão ou criar distorções jurídicas.
Próximos passos
Com a chegada do texto aos deputados, o embate promete dividir o plenário. De um lado, bancadas feministas e defensores dos direitos humanos celebram a medida como um marco histórico no combate à violência de gênero; do outro, a ala conservadora, liderada por figuras como Ferreira, prepara-se para o “corpo a corpo” legislativo na tentativa de enterrar o projeto.
O desenrolar desta quarta-feira será decisivo para medir o fôlego da oposição e a força política do projeto que pretende colocar o ódio contra a mulher no mesmo patamar dos crimes mais graves do Código Penal brasileiro.
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Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
