Brasil e mais 11 países sul-americanos fecham parceria com Interpol
Foco é o combate integrado contra o tráfico de drogas e as facções criminosas
Publicado em: 17/06/2026 às 21:21 | Atualizado em: 17/06/2026 às 21:21
O Brasil e a Interpol avançaram na criação de uma grande coalizão sul-americana para combater o crime organizado transnacional. O projeto reunirá os 12 países da América do Sul em ações conjuntas contra o tráfico de drogas e armas, crimes ambientais e a movimentação financeira de organizações criminosas.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17), durante a Cúpula do G7, na França. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a iniciativa contará com tecnologia, bases de dados compartilhadas e equipes especializadas coordenadas pela PF em parceria com a Interpol.
A base principal da operação será o escritório regional da Interpol em Buenos Aires, na Argentina. Já o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, funcionará como um polo estratégico para ações voltadas à região amazônica.
A parceria também prevê a ampliação do rastreamento e recuperação de recursos ligados ao crime organizado. Apenas em 2025, mais de R$ 10 bilhões foram retirados das mãos das facções, segundo a Polícia Federal.
Outro eixo da cooperação será o reforço da segurança do sistema financeiro, com integração entre bancos, Polícia Federal e Interpol para identificar movimentações suspeitas e impedir fraudes.
As autoridades também discutiram o combate aos chamados “centros de fraude”, estruturas criminosas que atuam em vários países e utilizam até vítimas de tráfico humano para aplicar golpes em escala internacional.
A iniciativa é considerada uma das maiores ações de cooperação policial já articuladas na América do Sul.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência
