Lula inova com mulher na liderança no lugar de Jaques Wagner
Ao nomear Teresa Leitão para comandar a articulação do governo, presidente coloca como prioridades o fim da escala 6x1 e a PEC da segurança.
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 25/06/2026 às 11:20 | Atualizado em: 25/06/2026 às 11:25
O presidente Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (24 de junho) a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado, substituindo Jaques Wagner (PT-BA).
Mais do que uma troca de comando, a mensagem publicada pelo presidente nas redes sociais deixa clara a estratégia política do Palácio do Planalto para o período pré-eleitoral.
Ao apresentar a nova líder, Lula destacou apenas duas prioridades legislativas: a proposta que acaba com a jornada de trabalho na escala 6×1 e a PEC da segurança pública.
A seleção dos temas sinaliza uma tentativa de concentrar a atuação do governo em pautas com forte potencial de mobilização popular.

Mulher assume articulação política
Teresa Leitão será a primeira mulher a ocupar a liderança do governo no Senado durante o terceiro mandato de Lula, assumindo a missão de negociar votações, construir acordos e defender as principais propostas do Executivo na casa.
Sua chegada ocorre em um momento em que o governo tenta reorganizar sua base parlamentar para enfrentar um segundo semestre marcado pelo avanço do calendário eleitoral e pelo aumento da pressão da oposição.
Recado político
Ao anunciar pessoalmente a nova líder e definir publicamente suas prioridades, Lula também estabelece um roteiro para sua base no Congresso.
A mensagem indica que o governo pretende transformar pautas de impacto social e segurança pública em vitrines legislativas antes da campanha de 2026, reforçando temas capazes de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado e reduzir o espaço político da oposição.
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Prioridades escolhidas a dedo
A escolha dos projetos não parece casual.
O fim da escala 6×1 dialoga diretamente com trabalhadores urbanos, sindicatos e jovens, público que o PT pretende manter próximo na campanha de 2026.
Já a PEC da segurança busca disputar espaço em um dos temas historicamente dominados pela oposição, procurando demonstrar que o governo também pretende apresentar respostas para o combate à criminalidade.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
