Agência põe barragens de mineradora no Amazonas sob alto risco ambiental

Relatório da ANA aponta falhas na fiscalização e mantém estruturas da Mineração Taboca sob alerta

Pitinga barragem

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 13/07/2026 às 10:17 | Atualizado em: 13/07/2026 às 10:17

Duas barragens da Mineração Taboca, na Mina do Pitinga, em Presidente Figueiredo (AM), foram incluídas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) na lista de estruturas com risco de acidentes e alto dano potencial ambiental.

A classificação, divulgada no Relatório de Segurança de Barragens 2026, foi motivada por problemas de conservação e pelo descumprimento de exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

A barragem 81-01, em operação desde 1986, permanece na categoria de risco “alto”. Segundo o relatório, a estrutura apresenta anomalias que não haviam sido corrigidas até a última inspeção.

Fiscalização

A Agência Nacional de Mineração (ANM) não realizou novas vistorias nas estruturas em 2025.

Em nota, a agência afirmou que a classificação de risco busca “identificar estruturas que demandam maior atenção do poder público na supervisão da gestão de segurança”.

O relatório também aponta déficit de pelo menos 221 especialistas na fiscalização de barragens e informa que 48% das quase 30 mil estruturas cadastradas no país ainda têm situação “indefinida”, sem dados suficientes para fiscalização.

Posição da empresa

Em nota ao A Crítica, a Mineração Taboca afirmou que suas barragens passam por inspeções regulares e “encontram-se seguras”.

A empresa acrescentou que a classificação “não está relacionada, necessariamente, à estabilidade da estrutura”, mas considera fatores como idade e método construtivo das barragens.

As próximas vistorias presenciais nas estruturas estão previstas para 2026.

Foto: divulgação