Henrique Medeiros e a sina do bom caboco

A crônica homenageia Henrique Medeiros, destacando sua trajetória pública, sua ligação com Parintins e o reconhecimento recebido pela cidade.

Henrique Medeiros

Por Lúcio Carril*

Publicado em: 22/05/2026 às 07:28 | Atualizado em: 22/05/2026 às 07:27

Parintins, a ilha da cultura, tem duas categorias estéticas singulares: a caboquice e a pavulagem.

São duas construções irmanadas pela força cultural do povo parintinense. São indissociáveis, porque se completam, se permutam no movimento da dialética da vida.

A pavulagem é o orgulho caboco, erigido no sentimento de pertencimento do povo pelas coisas da sua terra. Nela também têm personagens da vida cotidiana da ilha. Não tem classe social nessa realidade, tem apenas gente, gente de bom coração.

Henrique Medeiros é um caboco pávulo, personagem construída na história contemporânea de Parintins. Tem orgulho de quem é. Sabe que veio de uma linhagem de gente trabalhadora, honesta e honrada. Sabe para onde vai. O caminho escolhido sempre foi aquele ensinado pelo seu pai e pela sua mãe.

Curumim crescido na ilha, aprendeu desde cedo a admirar sua gente; e aprender com ela. Sua formação escolar, sua criação sob a conduta exemplar dos seus genitores, sua veneração pelo jeito orgulhoso como o parintinense fala das coisas da sua terra constituíram os pilares do seu caráter.

Henrique Medeiros já viveu seis décadas.

É técnico agrícola, é advogado, é pai, filho e marido. É de bom coração, inteligente quiçó.

Nesta sexta-feira, 22 de maio, a Câmara Municipal de Parintins lhe concederá a maior honraria da cidade, o Mérito Legislativo Medalha Raimundo Almada.

Justo reconhecimento a quem já presidiu a casa legislativa por duas vezes e exerceu cinco mandatos de vereador. Mas não é apenas por isso, pois Henrique é como o banzeiro da travessia de Parintins. É forte, imponente e não para.

Hoje, está à frente da Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas. Está mostrando como se faz gestão pública com competência, responsabilidade e compromisso. É um banzeirão no movimento de fazer, de realizar e atender o povo amazonense e, em particular, o povo parintinense.

A cidade de Parintins está de parabéns pelo filho honrado, amigo e orgulhoso de ser quem é. Ser um parintinense pávulo, cheio de histórias para contar e com a disposição de continuar trilhando o caminho da justiça, da ética e da solidariedade.

O autor é sociólogo*.

Foto: Arquivo pessoal.