MP-AM identifica funcionários fantasmas em hospital de Boca do Acre
Promotoria revela esquema no Hospital Maria Geny com salários pagos sem trabalho e gestores cientes das irregularidades.
Publicado em: 20/11/2025 às 11:09 | Atualizado em: 20/11/2025 às 11:12
Investigação do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) identificou funcionários fantasmas no Hospital Regional Maria Geny, no município amazonense de Boca do Acre. Diante da prática do crime, a promotoria de Justiça local ajuizou três ações civis públicas, uma delas contra os gestores da unidade pública. A ilegalidade, segundo o promotor que assina a medida, Marcos Patrick Sena Leite, ocorre com o conhecimento dos administradores do hospital e já teria causado prejuízo de mais de R$ 1,4 milhão em pagamento de salários indevidos. O promotor de Justiça destaca o caso de um médico.
MANOBRA – Lotado no hospital desde 2016, médico fantasma manteve ilegalmente, entre 2019 e 2022, três vínculos em hospitais nos Estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Ao todo, a carga horária somava 90 horas semanais, o que torna fisicamente impossível a prestação de serviços em Boca do Acre, considerando a distância entre os Estados. Mesmo sem exercer a função, o médico recebeu R$ 599 mil no período.
Além disso, a coluna revela que a advogada Giselle Falcone enfrenta risco na disputa pela vaga de desembargadora no TJ-AM. A também candidata Caroline Frota solicitou o cancelamento da inscrição de Giselle por falta de comprovação de tempo contínuo na advocacia.
Leia também que a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Lins e o corregedor Josué Neto entregaram o Colar do Mérito de Contas ao ministro Flávio Dino, em Brasília. A Corte concedeu a honraria por indicação de Josué Neto, após Dino não comparecer à cerimônia em Manaus.
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Foto: divulgação
