Aguinaldo Rodrigues, da Redação

 

O município de Itacoatiara, no Amazonas, tem o custo do litro da gasolina praticado à refinaria a R$ 1,62. É o segundo menor valor do produto em todo o Brasil. A capital Manaus, que tem refinaria da Petrobrás, detém o quinto menor valor do litro no país, a R$ 1,66. A campeã do menor preço é São Luís, a capital do Maranhão, a R$ 1,59.

Só que isso não se traduz em nenhum benefício ao consumidor no Amazonas. O efeito é ao contrário: quando a Petrobrás diminui o preço, os postos de combustíveis aumentam, de forma sincronizada, até nos centavos, na maioria deles.

E não há poder na terra que obrigue os postos a praticar preço justo, que acompanhe na redução a mesma rapidez com que atualizam as placas de aumento do valor do litro. E ainda desdenhando do consumidor ao colocar ao lado do preço abusivo a inscrição PROMOÇÃO.

Hoje, dia 11, o litro na grande maioria dos postos de Manaus beirava, abusivamente, os R$ 5,00. Estava a R$ 4,59, em média.

Com esse preço alto, o usuário dos serviços de táxis por aplicativo pode ser prejudicado e perder os descontos a que já está acostumado. Foi a preocupação que os motoristas levaram às ruas de Manaus nesta terça-feira, quando fizeram protesto público que foi bater às portas da Assembleia Legislativa (ALE-AM).

 

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Protesto em dia de nova redução de preço

A manifestação aconteceu paralelamente a dois fatos.

Logo cedo, a Petrobrás derrubava em 3% o preço do litro da gasolina A para as refinarias. Desde o dia 25 de maio, há 16 dias, a gasolina para ser beneficiada e distribuída já sofreu redução de 14,5%.

A animação do governo é tanta que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em sua conta no Twitter, divulgou a queda no preço nesta terça.

Assim, com os 3% de redução, o preço médio do combustível vendido pela Petrobrás ao mercado interno caiu de R$ 1,81 para R$ 1,75.

 

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Fiscalização ainda procura indícios

O outro fato do dia é que o órgão municipal de defesa do bolso do consumidor chamava a imprensa para acompanhar fiscalização que faria nos postos “para verificar se há indícios de prática de preços abusivos”. Há, sem necessidade de gastar gasolina para percorrer a cidade.

A Petrobrás explicou que esse preço às refinarias é da gasolina tipo A, aquela que ainda não recebeu a adição do etanol.

 

Foto: BNC Amazonas