Custos para navegar no Madeira privatizado preocupam empresas do Amazonas

A falta de segurança para navegar no rio é outra dor de cabeça do setor

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 09/09/2025 às 19:04 | Atualizado em: 09/09/2025 às 19:04

Empresas de Navegação do Amazonas, por meio de seu sindicato, o Sindarma, manifestam preocupação e questionamentos com a privatização do rio Madeira, entre Manaus e Porto Velho, em Rondônia.

O anúncio do processo de concessão da hidrovia pelo governo federal no Desestatização foi feito no diário oficial no final de agosto.

A principal preocupação do setor no Amazonas é com a definição de valores sobre tarifas, pedágios e a responsabilidade sobre quem deve pagá-los.

Em novembro de 2024, em Manaus, representantes do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que estão elaborando o projeto de concessão da hidrovia, indicaram que o “pedágio” para as embarcações de cargas poderia ser de R$ 0,80 por tonelada transportada.

De acordo com o vice-presidente do Sindarma, Madson Nóbrega, uma das propostas da entidade é que os valores sejam cobrados dos donos das cargas, assim como acontece no setor rodoviário, onde custos adicionais são pagos pelos contratantes e não pelas transportadoras.

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Insegurança no rio

⁠“Além das despesas usuais para manter as operações, atualmente as empresas de navegação têm que arcar com altos valores para manter as escoltas armadas para evitar a pirataria e são valores adicionais que não podem ser repassados para os consumidores finais”.

Nóbrega afirmou também que o sindicato já apresentou essa e outras demandas para os órgãos responsáveis pelo projeto e aguarda novas oportunidades para debater o tema.

⁠“Uma coisa é fazer um projeto em Brasília, outra é navegar todo dia no rio Madeira e conhecer a realidade e as verdadeiras demandas do setor. Na prática, são coisas diferentes e esperamos levar novamente estes questionamentos para a mesa de debate”.

Além dos custos, o Sindarma faz questionamentos sobre o tamanho e profundidade de canais de navegação no rio e ações de preservação dos recursos naturais e ecossistema.

Foto: M. Rocha/divulgação