Alberto Neto nega acordo para composição de chapa com Wilson Lima
O deputado diz que mantém estratégia de candidatura própria do PL.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 05/02/2026 às 18:02 | Atualizado em: 06/02/2026 às 05:12
“Não existe nenhuma conversa nesse sentido”, disse ao BNC Amazonas o deputado e pré-candidato ao Senado Alberto Neto (PL) sobre uma possível composição de chapa com o governador Wilson Lima (União Brasil) para disputa das duas vagas ao Senado.
A aliança foi cogitada após veto do PL à candidatura da deputada federal Caroline de Toni ao Senado por Santa Catarina (SC) numa chapa puro sangue com Carlos Bolsonaro.
No afã de ter a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, deu apoio do partido naquele estado à chapa majoritária ao Senado, com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Esperidião Amin (PP).
Desse modo, Caroline de Toni anunciou nesta quinta-feira (5 de fevereiro) que vai deixar o PL para disputar o Senado por outro partido.
Após esse gesto, a deputada recebeu apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o que revela um racha familiar.
A articulação em Santa Catarina foi feita sob ameaça de Valdemar Costa Neto intervir na direção do partido no estado. Ele antecipou que outros acordos com a Federação estão sendo costurado nos estados.
Contudo, Alberto Neto negou que essa conversa tenha chegado ao Amazonas. O deputado tem declarado que o PL tem candidatos para disputar cargos ao governo, Senado e para deputado sem aliança com outros partidos.
O BNC Amazonas tentou e não conseguiu um retorno do presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, que, no ano passado, já havia declarado que tanto a direção local quanto a nacional apoiariam Wilson Lima numa composição para o Senado.
Observadores da política local veem que o governador ainda não definiu qual caminho seguirá nas eleições. Ou seja, não se pode descartar candidatura ao Senado e nem a sua permanência no cargo.
Foto: divulgação
