Alcolumbre se afobou e expôs sua veia fisiológica

Presidente do Senado acusou o golpe com nota contra Lula em pleno domingo.

Alcolumbre se afobou e expôs sua veia fisiológica

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 01/12/2025 às 10:45 | Atualizado em: 01/12/2025 às 11:44

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mostra resistência ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, acendeu um alerta vermelho no Planalto e na própria Corte.

O blog da Andréia Sadi aponta que a postura do senador expôs fissuras internas e abriu margem para um cenário até então inimaginável: o risco real de o Senado rejeitar uma indicação presidencial para a Suprema Corte — algo sem precedentes na história recente do país.

Integrantes do governo e do Judiciário avaliam que Alcolumbre “deixou digitais demais” no processo. Sua atuação, descrita como afobada e politicamente ruidosa, acabou projetando sua imagem como o centro de uma crise institucional que pode colocar os Poderes em rota de colisão.

Motivações em disputa

Aliados próximos afirmam que a origem do atrito seria, antes de tudo, um suposto gesto de desrespeito do presidente Lula (PT), que não teria telefonado para comunicar oficialmente a indicação de Messias. Alcolumbre, que defendia a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sentiu-se preterido e ignorado.

No Planalto, porém, a versão não convence. Auxiliares do governo afirmam que o incômodo do senador extrapola questões protocolares — e apontam, nos bastidores, para suspeitas de que demandas por espaço político e preocupações com investigações em curso também contribuíram para inflar a crise. A articulação governista, inclusive, teria trabalhado para reforçar essa leitura.

Reação pública e acusação de “fisiologismo”

No domingo (30), Alcolumbre rompeu o silêncio e divulgou uma nota contundente. Acusou o governo federal de atrasar o envio da documentação necessária para avançar com a sabatina de Messias e reagiu a insinuações de que estaria condicionado a liberação de cargos e emendas.

“É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico”, afirmou. “Isso é ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo.”

A manifestação pública ampliou a tensão e consolidou a percepção de que a crise não é meramente protocolar, mas política — e profunda.

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado