COP-30: Senado lança obra fotográfica sobre Amazônia de Leonide Principe

Senado apresenta na COP-30 obra fotográfica de Leonide Principe que celebra três décadas de registros sobre a Amazônia.

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 14/11/2025 às 17:49 | Atualizado em: 14/11/2025 às 18:02

O Conselho Editorial do Senado lançará no próximo domingo (16/11), na COP-30 em Belém, o livro “30 anos de floresta: a Amazônia na fotografia e diários de bordo de Leonide Principe”. O evento será no estande da Assembleia Legislativa do Pará (ALE-PA), às 12h, na Zona Verde.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), presidente do Conselho, diz que a obra revela a imponência do rio Amazonas e, ao mesmo tempo, os “detalhes do diferencial da floresta, onde os rios nascem no Acre e no Amazonas”.

“É uma obra que celebra três décadas de um olhar muito sensível sobre a diversidade e a beleza de nossa floresta, valorizando não somente a biodiversidade, mas também a memória ambiental da região”, elogia o senador, que é líder do governo do presidente Lula da Silva no Congresso.

O parlamentar destaca que o livro traz diversos registros da região como da Orla de Macapá e da Pedra do Guindaste na capital para revelar a pluralidade “do maior aquífero do planeta”.

“Então, a condição de superlativos que reúne a maior floresta tropical do mundo, o maior berço de espécies do planeta, não poderia se resumir em uma só definição de Amazônia. E nada melhor do que a fotografia para revelar essa diversidade”, diz.

O senador afirma que o livro é editadoa em português e francês para também celebrar a unidade que tem a Amazônia entre a América e a Europa.

“É no Brasil onde as fronteiras europeias se encontram, no Amapá, com a fronteira brasileira, também outra síntese das diversidades que povoaram a região”, afirma Randolfe.

Autor

“Fico pensando por que estou aqui e uma linha do tempo se desenha na minha cabeça: longas trilhas em sub-bosques, escaladas em árvores emergentes, ousados voos de ultraleve, de helicóptero, demoradas navegações por rios infinitos, tudo isso flui como um buraco de minhoca, desde o desembarque naquele pátio absurdamente quente do aeroporto de Manaus, em 1989”, lembra o fotógrafo italiano.

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A curadora do Acervo PhotoAmazonica, jornalista Juliana Belota, diz que o livro é a materialização física do projeto digital pioneiro que democratiza o acesso ao conhecimento sobre o bioma.

“O Acervo PhotoAmazonica privilegia a beleza e a arte de viver dos povos da floresta. É um manual prático sobre o cotidiano onde ruas são rios. Mais do que dados sobre desmatamentos e outros crimes ambientais, é uma mostra dos significados da floresta em pé”, diz Belota.

Fotos: Acervo PhotoAmazonica