Uma oferta feita nesta segunda-feira, dia 5, ao governador eleito Wilson Lima (PSC) pelo conselheiro Ari Moutinho Júnior, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), causou mal-estar e um embaraço futuro, caso a ideia seja colocada em prática.

Moutinho Júnior ofertou a Wilson as instalações da Escola de Contas Públicas do TCE-AM para que ele instale ali o gabinete de transição do governo.

Wilson não contou conversa. Aceitou no ato.

Isso aconteceu no momento em que o governador eleito visitava a presidente do tribunal, Yara Lins, e conversava com os conselheiros da corte.

A proposta não havia sido deliberada pelo colegiado.

Na hora os conselheiros evitaram expor o desconforto, mas deixaram a sala da presidência apontando o que chamaram de problema.

 

Independência prejudicada

Segundo eles, a ideia do conselheiro Moutinho Júnior não encontra abrigo no funcionamento independente dos poderes.

Para eles, ao sediar a transição, o TCE-AM perde sua imparcialidade como órgão fiscalizador do Executivo e, particularmente, do futuro governo.

 

O pai e o filho

Além do embaraço institucional, há outra questão que expõe ainda mais o TCE-AM: o futuro vice-governador, Carlos Alberto Almeida, é filho do procurador do Ministério Público de Contas (MPC) junto ao tribunal, Carlos Alberto Souza.

Nos bastidores do TCE-AM já há forte movimento no sentido de desfazer a situação, que também que criaria mal-estar para Wilson.

 

Foto: Reprodução/Facebook de Wilson Lima