Desfile de 7 de Setembro tem gritos de ‘sem anistia’

Desfile de 7 de Setembro em Brasília destaca soberania nacional e ocorre sob tensão diplomática e julgamento de Bolsonaro.

Publicado em: 07/09/2025 às 11:08 | Atualizado em: 07/09/2025 às 11:08

Aos gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu neste domingo o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento reuniu cerca de 45 mil pessoas, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), e foi marcado pela defesa da democracia e pela tensão diplomática com os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump impor tarifas sobre produtos brasileiros.

Lula e a primeira-dama, Janja da Silva, chegaram em carro aberto, no tradicional Rolls-Royce presidencial, e foram recebidos pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e pelos comandantes das Forças Armadas.

O desfile durou cerca de duas horas, com a participação de tropas militares, estudantes de escolas públicas, forças de segurança do DF e o encerramento com a Esquadrilha da Fumaça.

Soberania como eixo central

Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe, o Planalto adotou como tema principal do desfile a soberania nacional.

Além disso, outros eixos nortearam a parada: “Brasil dos Brasileiros”, “Brasil do Futuro”, a preparação para a COP30 em Belém e o Novo PAC.

Bonés com a inscrição “Brasil Soberano” foram distribuídos ao público, e a decoração das tribunas também reforçou a mensagem.

A segurança foi reforçada em toda a Esplanada e na Praça dos Três Poderes para evitar incidentes e garantir a continuidade do julgamento no STF.

Presenças e ausências

Ao lado de Lula, participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Já o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, não compareceu por estar em missão oficial na França.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também esteve ausente, em viagem ao seu estado. Nenhum outro ministro do Supremo participou este ano, em meio ao julgamento do ex-presidente.

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A maioria dos ministros do governo federal acompanhou o desfile, com exceção de Carlos Fávaro (Agricultura), Fernando Haddad (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho).

No sábado (6/9), em pronunciamento em rede nacional, Lula havia reforçado a importância da união do povo brasileiro na defesa da democracia, do meio ambiente e das instituições.

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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil