Inveja paulista da ZFM: quem desdenha quer comprar

Artigos do Valor Econômico repetem argumentos falsos contra a Zona Franca de Manaus e expõem incômodo com seu sucesso econômico.

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 21/11/2025 às 09:03 | Atualizado em: 22/11/2025 às 04:03

O jornal Valor Econômico desta sexta-feira, dia 21 de novembro, voltou às cargas contra a indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM). Desta vez é pelo artigo do economista Naércio Menezes Filho, que levantou fake argumento de que os incentivos fiscais do modelo ajudam indústrias ultrapassadas.

Na semana passada, esse mesmo veículo publicou outro falso argumento: de que a indústria da ZFM é poluidora. Fez isso por meio de artigo de outro economista, Bruno Carazzo. Na ocasião, ele disse que o polo industrial de Manaus é uma “usina de gases poluentes”. Essa poluição, segundo ele, sai das fábricas de ar-condicionado.

Nos dois casos, os artigos têm elemento comum: a “fake opinion”. São textos que usam falsos argumentos para tentar manipular e influenciar a opinião pública.

Mágoa histórica

Em 58 anos, a ZFM coleciona esse tipo de ataques contra o modelo. Historicamente, eles costumam aparecer em vésperas de decisões importantes sobre a industrial nacional.

Exemplo disso foi a campanha de mídia (fake opinion) que o Sudeste fez quando das discussões da reforma tributária e por ocasião da regulamentação do texto, no ano passado.

Mas, qual a motivação?

Três coisas podem explicar: o preconceito do Sul contra o Norte, a má-fé e a inveja de um parque industrial que vai faturar neste ano quase R$ 230 bilhões e que emprega mais de 130 mil trabalhadores.

Nesse sentido, vale a pena lembrar o dito popular que diz: “quem desdenha quer comprar”.

É o sucesso da Zona Franca de Manaus que incomoda, que provoca chiliques em quem insiste em falar sem olhar os fatos.

Diferentemente do que diz hoje esse economista sulista, a ZFM entrega competitividade, tecnologia, emprego e floresta preservada.

A indústria avança, o polo se fortalece, o país ganha e, curiosamente, o incômodo cresce junto.

No fundo, é simples: quando uma política pública funciona de verdade, ela passa a ter algo que muita gente não suporta admitir.

Funciona. E incomoda.

Valor vira espaço de fakes

Mais uma vez o Valor Econômico dá espaço à desinformação sobre a ZFM.

Em duas semanas, este é o segundo ataque infundado à ZFM com guarida desse veículo de comunicação.

E o artigo se torna ainda mais indigno quando o argumento de que o Brasil teria dificuldade de deixar empresas perdedoras para trás e de que a ZFM seria um exemplo disso não resiste a uma análise minimamente técnica.

Essa afirmação representa uma distorção da realidade e contribui para desinformar o debate público.

A ZFM não abriga empresas protegidas da competição. O polo industrial de Manaus reúne algumas das corporações mais competitivas e tecnológicas do mundo.

É o caso de Samsung, LG, Whirlpool, Electrolux, Honda, Yamaha, Harley Davidson, Panasonic, TCL, Midea, Gree, Caloi, Britânia, Mondial, Elgin, Daikin, BMW, Suzuki, Kawasaki e muitas outras.

Logo, não existe empresa perdedora nesse sistema que casa tecnologia, pesquisa, desenvolvimento com a preservação ambiental.

O que existe é produção integrada a cadeias globais, realizada por multinacionais e nacionais de alta performance. Elas operam em Manaus porque o modelo é eficiente, competitivo e atento às exigências internacionais.

Apontar a ZFM como exemplo de local que estimula e protege empresa perdedora é um ataque gratuito, sem amparo na realidade e sem fundamento técnico.

Isso compromete a credibilidade do debate e tenta denegrir a imagem da política de desenvolvimento regional mais bem sucedida do país, reconhecida por gerar emprego de qualidade, estimular inovação e preservar a floresta amazônica.

Integração nacional

A ZFM traciona cadeias produtivas em todas as regiões do Brasil, movimenta investimentos e fortalece a economia nacional.

A narrativa também ignora que a ZFM exporta. E só não exporta mais devido a limitações estruturais do próprio país, como logística, custo operacional elevado, burocracia e entraves tributários.

Mesmo assim, os produtos de Manaus são projetos globais com qualidade, inovação e tecnologia compatíveis com qualquer mercado internacional.

O esforço atual é justamente ampliar esse alcance e remover barreiras sistêmicas para fortalecer as exportações.

É preciso registrar que, mais uma vez, um espaço tão relevante de um veículo conceituado é usado de forma irresponsável para disseminar inverdades sobre um modelo que há mais de meio século entrega resultados concretos.

Criticar é legítimo; desinformar, não.

A Zona Franca de Manaus é prova viva de que o Brasil consegue combinar competitividade industrial, geração de emprego e preservação ambiental em grande escala. E segue evoluindo para contribuir cada vez mais com o desenvolvimento do país.

A elite do Sul e Sudeste tem inveja da ZFM. Quer ter uma, mas não a terá, de nenhum jeito.

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Foto: divulgação