Lula aposta em alianças como a de Omar Aziz para isolar bolsonaristas
O governo Lula prioriza coligações com partidos de centro para enfrentar a extrema direita e garantir unidade eleitoral em 2026.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 26/01/2026 às 17:49 | Atualizado em: 26/01/2026 às 17:53
O presidente Lula da Silva já tem uma estratégia definida sobre as alianças nos estados para as eleições deste ano. Desse modo, onde o PT não tem candidaturas competitivas o apoio será para as siglas de centro e centro-esquerda.
É o caso da aliança no Amazonas em torno da candidatura ao governo do senador Omar Aziz (PSD).
Segundo apurou reportagem da CNN, o objetivo é isolar as forças bolsonaristas nos estados e melhorar a correlação de forças no Congresso.
Nos bastidores, o Planalto já articula candidaturas no Acre, Rondônia e Roraima. Os nomes cotados são do MDB ou PSD.
“Disputas entre PT, PSB e PSD podem fragmentar o campo governista e abrir espaço para a direita. Por isso, a ordem no Planalto é priorizar a unidade, mesmo que isso signifique abrir mão de candidaturas próprias”, diz a CNN.
Por isso, Lula tem insistido nas candidaturas ao governo de Minas Gerais do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ambos do PSD.
O presidente também já antecipou o apoio ao governo do Rio de Janeiro ao prefeito Eduardo Paes (PSD).
Extrema direita
A secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade, diz que o adversário principal é a extrema direita.
“O adversário político em 2026, ainda que fragmentado, segue mobilizando narrativas de ódio e desinformação que ameaçam os alicerces da democracia. Essa estratégia se apoia na deslegitimação das instituições, no ataque às regras democráticas e na tentativa de transformar o conflito permanente em método de atuação política”, justifica.
Para ela, a resposta do campo democrático não pode se limitar apenas ao terreno eleitoral.
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“Trata-se de uma disputa de valores e de projeto de país. Defender a democracia significa reafirmar o debate público, a pluralidade de ideias e a política baseada em propostas, e não na eliminação simbólica do adversário”, explica.
Foto: divulgação
