Mulheres devem ser decisivas nas eleições, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 76,5% das eleitoras ainda não escolheram candidato; especialistas afirmam que voto feminino prioriza propostas concretas para áreas como saúde e educação

Mulheres devem ser decisivas nas eleições, aponta pesquisa

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 11/07/2026 às 09:40 | Atualizado em: 11/07/2026 às 09:40

As mulheres voltaram ao centro das estratégias eleitorais após o racha entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhar repercussão pública.

Dessa forma, mais do que representarem a maioria do eleitorado mineiro, por exemplo, elas aparecem como o segmento mais indeciso da disputa, o que pode ser determinante para o resultado das eleições.

De acordo com a última pesquisa DATATEMPO (Registro MG-02109/2026), realizada em junho, 76,5% das mulheres ainda não definiram em quem pretendem votar. Entre os homens, o percentual de indecisos é menor, de 60,9%. O levantamento considerou um cenário hipotético de votação, mesmo antes da definição de todos os candidatos pelos partidos.

Para a consultora em marketing político Bia Valle, o elevado índice de indecisão entre as eleitoras está relacionado ao comportamento mais criterioso na hora de escolher um candidato.

“As pesquisas sobre o voto feminino mostram que elas são mais exigentes e avaliam mais as propostas. Isso pode ser uma das razões para ainda estarem entre os indecisos”, afirma.

Na mesma linha, a CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, avalia que as mulheres costumam adiar a decisão do voto para observar, ao longo da campanha, quais compromissos serão assumidos pelos candidatos.

Segundo estudo apresentado pela especialista em 2025, o voto feminino é fortemente influenciado pela avaliação de políticas públicas capazes de impactar o cotidiano, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.

“A mulher é quem tem contato com a educação pública, porque é ela que leva e se preocupa com a educação dos filhos. Então, ela fica diretamente ligada com as escolas e com a qualidade do ensino público. São as mulheres que têm mais contato com a saúde pública, porque são as que mais cuidam das crianças e dos idosos”, explica.

De acordo com Cila Schulman, essa proximidade com os serviços públicos faz com que as eleitoras analisem com mais atenção propostas voltadas à melhoria dessas áreas. “Por terem uma ligação mais direta com as políticas públicas, elas votam com base em resultados e em propostas concretas”, argumenta.

Com a maior parcela do eleitorado ainda sem decisão, a tendência é que as campanhas intensifiquem as ações voltadas ao público feminino nos próximos meses, apostando em propostas e compromissos capazes de conquistar um segmento considerado decisivo para o desfecho da disputa eleitoral.

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