O Partido Democrático Trabalhista (PDT) desistiu de expulsar a deputada Tabata Amaral (SP) porque ela havia votado a favor da reforma da Previdência nesta quarta-feira (11).

O PSL já acenou para receber a jovem parlamentar de 25 anos, formada em ciências políticas em Harvard, informa o Estadão.

De acordo com o portal, apesar de ter anunciado a intenção de expulsar quem votou a favor da reforma da Previdência, líderes do PDT já discutem penas alternativas contra a e os outros sete deputados que apoiaram as mudanças nas regras da aposentadoria.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, admitiu, segundo o Estadão, o recuo a aliados em conversas informais feitas após a votação e na manhã desta quinta-feira.

Os dirigentes do PDT avaliam, contudo, que é necessário a abertura de um processo disciplinar “para dar exemplo”, mas que a expulsão da sigla não seria de interesse da legenda.

Um grupo ligado a Lupi quer uma advertência pública aos parlamentares infiéis.

Na Câmara, os deputados do partido democrático que votaram contra a reforma pedem que os infiéis percam “espaço político” na Casa e na legenda.

O principal alvo da bancada é a deputada Tabata Amaral. Os parlamentares querem ela fora da vice-liderança da legenda e das comissões, como Educação.

“A reforma que hoje votamos não pertence mais ao governo; ela sofreu diversas alterações feitas por esse mesmo Congresso. O sim que digo à reforma não é sim ao governo e também não é um não a decisões partidárias”, disse Tabata. “Meu voto é um voto de consciência, não é um voto vendido, não é por dinheiro de emendas. É um voto seguindo minhas convicções e tudo que estudei até aqui”.

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Foto: Reprodução/TV Câmara