PF prendeu homem do BRB de Ibaneis que viabilizou mansão de Flávio Bolsonaro
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 16/04/2026 às 19:04 | Atualizado em: 16/04/2026 às 19:52
A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (16 de abril), o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no âmbito da quarta fase da operação Compliance Zero.
A investigação apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta envolvendo a aquisição de carteiras de crédito sem lastro do banco Master.
Costa ganhou projeção nacional em 2021, quando o BRB concedeu um empréstimo de R$ 3,1 milhões ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a compra de uma mansão de R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília.
Na ocasião, o financiamento chamou a atenção por apresentar taxas de juros nominais entre 3,65% e 3,71% ao ano, patamares considerados privilegiados pela oposição e por técnicos do setor bancário na época.
Outro ponto que reforça o interesse investigativo é a velocidade da quitação do débito.
Embora o contrato previsse décadas de parcelamento, o senador amortizou o saldo devedor de forma acelerada, realizando pagamentos vultosos em um intervalo de apenas três anos.
O parlamentar, pré-candidato a presidente do Brasil, sempre alegou que os recursos eram provenientes de sua atividade empresarial e de seus vencimentos públicos.
Delação x Silêncio de Ibaneis Rocha
Nos bastidores da PF, a expectativa gira em torno de uma eventual delação premiada de Paulo Henrique Costa.
A colaboração é vista por investigadores como a peça que falta para esclarecer o papel do governo do Distrito Federal no caso Master.
A curiosidade pública se acentua pelo fato de o governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) ter passado incólume pelas fases anteriores da operação, apesar de Costa ser um aliado próximo e indicado direto do chefe do Executivo.
O avanço das investigações sobre a gestão fraudulenta coloca pressão sobre o Palácio do Buriti.
Analistas avaliam que, caso Costa decida detalhar como as diretrizes políticas influenciavam as operações de crédito de alto risco, o isolamento jurídico de Ibaneis Rocha pode ser rompido, transformando o escândalo administrativo em uma crise política sem precedentes para o governo distrital.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
