Polícia amanhece na porta da produtora do filme de Bolsonaro
A investigação mira superfaturamento de contrato e desvio de recursos da Prefeitura de São Paulo.
Publicado em: 01/06/2026 às 10:32 | Atualizado em: 01/06/2026 às 10:33
A suspeita de que dinheiro público possa ter financiado o filme sobre Bolsonaro colocou a produtora responsável pela obra no centro de uma operação policial nesta segunda-feira (1º).
A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados na sede da Go UP Entertainment, produtora do longa “Dark Horse”, em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama e também em uma entidade presidida por ela, o Instituto Conhecer Brasil (ICB).
A investigação apura suposto superfaturamento em um contrato firmado entre o instituto e a Prefeitura de São Paulo para oferta de internet gratuita. Os investigadores suspeitam que parte dos recursos públicos tenha sido desviada para empresas controladas por Karina.
Uma das linhas de apuração busca identificar se valores do contrato acabaram utilizados na produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a polícia, existem “consistentes suspeitas” de confusão patrimonial entre o instituto e a produtora. Os investigadores também apuram possível lavagem de dinheiro por meio de empresas subcontratadas e organizações administradas pela empresária.
A operação foi autorizada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo. Policiais estiveram na residência de Karina, na zona norte da capital paulista, e em escritórios ligados à investigada.
O caso ganhou repercussão após revelações sobre o financiamento de “Dark Horse”. Reportagens apontaram que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, repassou R$ 61 milhões para o projeto.
Karina já negou que o filme tenha recebido recursos públicos e afirmou que o contrato firmado com a prefeitura ocorreu de forma regular. A administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que não identificou irregularidades até o momento, mas informou que adotará medidas caso as investigações apontem problemas.
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Foto: divulgação
