Criado há 16 anos com o objetivo de transformar a fantástica biodiversidade amazônica em riqueza econômica, por meio de pesquisas e desenvolvimento de processos, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) recebeu ontem um impulso que, finalmente, pode levá-lo a seu pleno funcionamento.

Trata-se da Portaria Interministerial Nº 219, de 29 de junho de 2018, assinada pelos ministros do Planejamento, Esteves Pedro Colnado Júnior, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge.

Publicada nesta terça-feira, dia 17, a portaria “Autoriza a publicização das atividades de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação na área de bioeconomia por meio do gerenciamento, operação e manutenção do Centro de Biotecnologia da Amazônia”.

Isso significa dizer que, o governo superou a fase que emperrava a contração da Organização Social (OS) ou instituto para gerir o ainda elefante branco.

Essa fase, segundo Marcelo Pereira, superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da Suframa, órgão responsável pela obra, deve durar no máximo até seis meses.

Para ele, a decisão do governo em iniciar o processo para selecionar a O.S. ou instituto mostrou efetivamente que a gestão do CBA terá cunho privado para dar mais confiança ao capital para aportar recursos e ter a certeza de que as pesquisas desenvolvidas ali serão alcançadas pelo mercado.

De acordo com a portaria, a definição do gerenciamento, orçamento e seleção ficarão a cargo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o que significa dizer que a Suframa terá forte participação nesse processo.

De acordo com informações da Suframa, o CBA está dividido em mais de trinta unidades componentes, dentre as quais laboratórios, unidades de apoio tecnológico, unidades de apoio técnico e áreas administrativas, todas dotadas de modernas instalações. O quadro técnico-administrativo do órgão é formado por uma quantidade significativa de colaboradores qualificados, incluindo dezenas de profissionais com mestrado, doutorado ou pós-doutorado.

Segundo a autarquia, o CBA oferece para o mercado um conjunto de serviços de análises físico-químicas e análises microbiológicas, além de outros serviços técnicos especializados, como ensaios de eficácia e segurança toxicológica.

Foto: Divulgação/Suframa