Sucessor de Denarium é suspeito de crimes em licitações
PF aponta governador de Roraima como operador de esquema de fraudes quando era secretário de infraestrutura.
Publicado em: 13/04/2026 às 13:38 | Atualizado em: 13/04/2026 às 13:41
O governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), é apontado pela Polícia Federal (PF) como integrante do “braço operacional” de um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
As suspeitas se referem ao período em que ele era vice-governador e comandava a Secretaria de Infraestrutura (Seinf).
O inquérito, obtido pelo g1, indica participação de integrantes do alto escalão do governo estadual.
Segundo a PF, Damião teria usado o cargo para favorecer empresas em contratos públicos.
Entre as práticas apontadas estão o direcionamento de licitações, a realização de processos presenciais para restringir concorrência e a antecipação de resultados.
Os investigadores citam o envio de planilhas com nomes de vencedores antes mesmo da publicação dos editais.
A empresa C B Pedra Serviços e Construções Ltda, ligada ao empresário Clóvis Braz Pedra, aparece como uma das beneficiadas.
Núcleo financeiro
O inquérito aponta que o ex-chefe da Casa Civil Disney Barreto Mesquita atuaria no “braço financeiro” do esquema.
Segundo a PF, ele seria responsável por movimentar e ocultar recursos por meio de empresas, como postos de combustíveis e hotéis.
A investigação também destaca uma relação próxima entre Damião e o empresário, com contatos frequentes e conversas consideradas “crípticas”.
Investigações e desdobramentos
As apurações começaram em janeiro de 2026, após a prisão de suspeitos por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Com a análise de celulares, a PF identificou indícios do esquema dentro da Seinf.
Em fevereiro, o caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por conta do foro do então vice-governador.
O material agora está com o Ministério Público de Roraima, que decidirá se apresenta denúncia.
Outro foco de pressão
Damião assumiu o governo após a saída de Antonio Denarium, que deixou o cargo para disputar o Senado.
Os dois ainda serão julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposto abuso de poder nas eleições de 2022.
Procurado, o governo informou não ter conhecimento formal da investigação.
Saiba mais no g1.
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Foto: divulgação/Governo de Roraima
