Neuton Corrêa, da Redação

 

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) está fora da futura estrutura do governo federal.

Pelo menos é o que indica a medida provisória (MP) 870/2019, que reforma a estrutura administrativa do governo federal.

A autarquia não aparece no artigo 25 do texto, que trata do Ministério da Ciência e Tecnologia nem no artigo 31, que trata do Ministério da Economia.

A superintendência sempre esteve ligada às duas pastas.

A ausência da Suframa já gera preocupação em lideranças empresariais que monitoram temas relacionados à ZFM em Brasília.

O prazo de validade da MP 870 é 3 de junho. A Câmara dos Deputados já incluiu a apreciação na pauta.

 

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Coronelato da Suframa

O titular da Suframa, Alfredo Menezes Júnior, distante das discussões políticas que envolvem a sobrevivência da ZFM, já não fala com entusiasmo do protagonismo que disse ter recebido como missão para o futuro da autarquia.

Ele ainda prefere ver a formação do coronelato na Suframa como um gesto de apoio do governo federal, via ministro da Economia, Paulo Guedes, à sua gestão.

Mesmo integrante no Amazonas da cúpula do PSL, o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, o superintendente tenta tirar o caráter político das indicações para os cargos na cúpula da ZFM.

“Ficamos felizes pela confiança do governo federal em aceitar as indicações feitas para as superintendências adjuntas, uma vez que cada nome foi pensado de acordo com seu perfil profissional e acadêmico”, disse.

No último dia 17, ele deu posse a Luciano Martins Tavares como superintendente-adjunto de Operações da Suframa. O coronel da reserva do Exército foi nomeado em diário oficial da União no dia 3.

(Colaborou Aguinaldo Rodrigues, da Redação)

 

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Foto: BNC Amazonas