Vem aí a “pesquisa do fim do mundo”! Quaest no AM é a maior da história

Levantamento do instituto Genial/Quaest, contratado pelo RealTime1, no valor de R$ 337,7 mil é o mais caro entre as registradas no TSE em 2026

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 10/03/2026 às 19:01 | Atualizado em: 10/03/2026 às 19:11

O início da corrida eleitoral de 2026 já movimenta o mercado de pesquisas de opinião no Amazonas. Levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que quatro pesquisas eleitorais foram cadastradas para o estado no começo de março.

Entre elas, destaca-se o estudo da empresa Genial/Quaest, instituto nacional contratado pelo portal de notícias RealTime1, com custo de R$ 337,7 mil. Este é o maior valor declarado até agora para uma pesquisa eleitoral no estado.

O levantamento está registrado sob o número AM-01091/2026 no sistema PesqEle da Justiça Eleitoral e mede cenários para presidente da República e Senado no Amazonas.

A pesquisa teve início no último dia 5 e termina amanhã, 11 de março.
Utiliza entrevistas com 1.500 eleitores do estado e um plano amostral estruturado para refletir a composição do eleitorado local, considerando variáveis como sexo, idade, escolaridade, renda e distribuição entre capital e interior.

A entrada da Quaest no cenário amazonense chama atenção por dois motivos: o instituto é um dos mais conhecidos do país e o valor declarado no registro supera com folga os demais levantamentos cadastrados no estado até agora.

Diferença de custo entre pesquisas

Os registros do TSE indicam que as demais pesquisas realizadas no Amazonas têm valores significativamente menores. Entre os levantamentos cadastrados estão:

•⁠ ⁠AM-00038/2026 – Projeta Pesquisa de Mercado e Opinião Pública
•⁠ ⁠AM-04327/2026 – Instituto Phoenix & Associados
•⁠ ⁠AM-05275/2026 – Amazônia TI / DCastro Comunicação

Esses estudos, em geral, trabalham com amostras entre 1 mil e 1,2 mil entrevistas e margens de erro próximas de 3 pontos percentuais, padrão comum em pesquisas estaduais.

Em alguns casos, os custos declarados são muito inferiores ao levantamento da Quaest. Um exemplo é a pesquisa do Instituto Phoenix, registrada no TSE, cujo valor informado foi de R$ 8 mil, segundo dados divulgados pelo próprio portal RealTime1.

Essa diferença de preços reflete a diversidade do mercado de pesquisas eleitorais, que inclui desde institutos regionais de pequeno porte até empresas nacionais com atuação em todo o país.

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Quanto custa uma pesquisa da Quaest

No caso da Genial/Quaest, os valores tendem a ser mais elevados porque o instituto é nacional e trabalha com metodologias mais complexas e equipes de campo maiores, além de atuar em pesquisas nacionais para grandes veículos de comunicação.

Levantamentos nacionais da empresa costumam envolver mais de 2 mil entrevistas em dezenas ou centenas de municípios, com margens de erro em torno de 2 pontos percentuais.

Em estados estratégicos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, pesquisas desse porte podem atingir valores que variam aproximadamente entre R$ 300 mil e R$ 800 mil, dependendo do tamanho da amostra e da abrangência territorial.

A pesquisa registrada no Amazonas, portanto, está dentro da faixa de preço praticada pela empresa em estudos estaduais de maior porte.

Ranking de gastos com pesquisas

Levantamento com base nos registros do sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral, mostra que o mercado de pesquisas eleitorais movimenta milhões de reais já no início da corrida eleitoral de 2026.

Os dados indicam forte concentração de recursos em poucos institutos nacionais, responsáveis pelas pesquisas de maior alcance.

Amazonas no radar eleitoral

Dessa forma, o fato de o estado já ter quatro pesquisas registradas no início de março indica que o Amazonas entrou cedo no radar da corrida eleitoral de 2026.

Analistas apontam dois fatores principais para essa movimentação. O primeiro é a disputa pelo Senado, tradicionalmente uma das mais competitivas no estado.

O segundo é o interesse nacional na eleição presidencial, que leva campanhas e veículos de comunicação a acompanhar de perto o comportamento do eleitorado na região Norte.

Nesse contexto, a presença de um instituto nacional como a Quaest, ao lado de empresas regionais, sinaliza que o estado pode ganhar maior relevância no monitoramento eleitoral ao longo do ano, à medida que candidaturas e alianças forem sendo definidas.

Imagem gerada por IA