O Governo do Estado divulgou nesta segunda, dia 8, que alcançou em junho uma economia de gastos de mais de R$ 50 milhões. Foi o primeiro mês em vigor do “decreto da austeridade” (40.645/2019), implantado pelo governador Wilson Lima (PSC) para buscar a meta de economizar R$ 600 milhões ao ano.

As informações são do secretário de Fazenda (Sefaz), Alex Del Giglio. Segundo ele, o governo está tomando medidas para conter o crescimento do gasto público, incrementar a receita e recuperar a capacidade de investimento.

“Já obtivemos uma repercussão positiva desse decreto. No mês de junho, tivemos uma economia superior a R$ 50 milhões”, disse.

Mudança nas regras tributárias, fortalecimento da fiscalização, auditoria na folha de pagamento, revisão de contratos, antecipação de royalties e operações de crédito são algumas dessas medidas.

Del Giglio disse que uma dessas medidas é com o Banco do Brasil, para a qual o governador já tem autorização de empréstimo da Assembleia Legislativa (ALE-AM) para R$ 400 milhões.

O secretário disse que Wilson Lima deve enviar ao parlamento, antes do recesso de meio do ano, um projeto de lei para implantar teto de gastos.

 

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Folha sob auditoria

De acordo com o secretário, a folha de pagamento do estado cresceu 20% de 2018 para 2019 com os aumentos concedidos a servidores pelo governo Amazonino Mendes (PDT).

Além da dívida de mais de R$ 1,5 bilhão herdada de exercícios anteriores, o déficit no orçamento, também de mais de R$ 1,5 bilhão, foi puxado principalmente pela insuficiência orçamentária em relação à folha de pagamento, que representa quase a totalidade desse déficit (R$ 1,2 bilhão).

O governo espera uma redução de 10% no custo da folha do funcionalismo após auditoria e recadastramento dos servidores em andamento.

 

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Foto: Diego Péres/ Secom