Um bilhete escrito pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede) durante o encontro que o governador eleito Wilson Lima (PSC) teve com parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) nesta terça, dia 4, provocou mal-estar.

Na conversa a portas fechadas, os deputados desejaram um contato direto com o futuro governador, mas após ter recebido o escrito de Castro (na foto, primeiro à dir.), Wilson pediu que o interlocutor entre eles fosse o seu aliado, que deixa o parlamento. Castro foi candidato a senador na coligação que venceu a eleição ao governo.

 

Críticas à segurança pública

Castro, em discurso no plenário da ALE, disse que lamentava a morte do agente penitenciário ocorrida no Complexo Anísio Jobim (Compaj) por presos. O crime ocorreu no último sábado, dia 1º.

Ele afirmou que a insegurança está nas ruas e também nos presídios.

“Esta é uma situação nacional e infelizmente o Amazonas está no meio desta situação. Muitas vezes o crime organizado ultrapassa as fronteiras do ambiente comum da criminalidade e afeta os agentes do Estado. O Estado que é o guardião da sociedade muitas vezes é confrontado pelo crime organizado, pelo direito à segurança de cada cidadão e que está cada vez mais comprometido”.

Para Castro, o assassinato do agente revela o nível da insegurança pública pelo estado. “Quando um agente de ressocialização é brutalmente assassinado toda a população é agredida e ameaçada, um mal feito, um ato cruel desses atingindo um agente dentro de um presídio, toda a população se vê ameaçada”, afirmou.

De acordo com o deputado, é preciso uma articulação entre os poderes e os órgãos de segurança.

“Não basta a nossa solidariedade, é necessário um entendimento profundo entre o sistema de segurança pública, o sistema de segurança penitenciária e a sociedade em geral, o poder Judiciário, o Ministério Público do Estado, enfim, todos que compõem os elos entre o estado amazonense e a defesa dos cidadãos”, disse.

 

Foto: Dheyzo Lemos/ALE-AM